Fire - f Ignis [short tempered >.<'] earth - m Jors [V E R Y CALM!! And you won't like to see him angry!] wind - m Orkan [desconfiante XDD] wather - f Uri [beware! mood changes quickly!] Lava - m Lafo [kinda short tempered, but still "hawt" XD] wood - f Rimboe[calm and sweet n_n] ice - f Frida [moody x.x] ray - m Aska [trickster ¬¬'] light - m Glanz [Sério e organizado] dark - f Soir [acts almost as a male XD] time - f Aetas [serena] Azure Lights - chapter 1 - Prólogo Eras atrás, os "Deuses" deste mundo criaram onze Guardiães para preservar todos os seres vivos e a ordem natural das coisas no lugar. Estes deuses deram aos Guardiães um presente: dez gemas que carregavam um poder infinito. Utilizando estas gemas, este mundo poderia viver com prosperidade. Cada guardião protegia uma parte do planeta, e eles eram adorados como deuses pelas comunidades que viviam em seus domínios. Em retorno, eles entregaram as gemas a esses pequenos grupos, para que pudessem usá-las como um meio de viver em paz com tudo e todos. Com o passar do tempo, a prosperidade da Humanidade fez com que ela evoluísse, se tornando mais inteligente, e assim, começando a descobrir coisas especiais... A "tecnologia" crescia rápido. A mente da humanidade estava ficando tão forte que seus Guardiães acabaram esquecidos, e as gemas começaram a ser usadas em experimentos. Várias armas de guerra foram criadas, vários tipos de máquinas foram produzidas, e... eles estavam perto de descobrir como "criar a Vida", como "brincar de Deuses". Os Guardiães, é claro, estavam furiosos com tudo que seus protegidos estavam fazendo... Assim que os experimentos foram bem sucedidos, os guardiães libertaram as criações dos humanos e as fizeram lutar contra seus criadores, iniciando uma guerra sangrenta, que poderia acabar para sempre com a humanidade. Ao fim de uma longa e feroz batalha, todos os humanos haviam sido destruídos, e suas "criações" passaram a ser a espécie dominante deste pequeno planeta. Dentre eles, porém, ainda haviam muitos que tinham pensamentos nocivos a sua própria espécie, parecidos com os dos humanos. Poderia uma nova batalha começar entre eles? Os guardiães fizeram uma escolha, a escolha de esconder estes lados um do outro, e então, a Barreira de Xepher foi criada. Um lugar repleto de magia, tão grande que podia dividir todo o planeta em dois. Ele foi encantado para não deixar que ninguém se aproximasse dela ou até mesmo a visse. Desse modo, ninguém poderia alcançar o outro lado... Com o passar do tempo, a muralha foi esquecida por todos, junto com as gemas, que foram escondidas pelos guardiães em lugares especiais, e com famílias selecionadas. Sem saber da existência destes artefatos míticos, a nova espécie desta terra viveu muito bem por milênios. Mesmo assim, ainda havia algo muito errado ali... Em uma grande sala, num local esquecido por todos, um grupo de dez indivíduos discute sobre algo. [fire?] 1: - Diga irmã, pq convocou essa reunião? [earth?] 2: - É verdade, já fazem milênios desde que nos deu um aviso, Aetas. Está acontecendo algo? [time]: - Não meus irmãos, mas logo acontecerá. Algo está perturbando a vida no mundo abaixo de nós. [wood] 3: - Sim, eu também pude notar isto. [wind?] 4: - O que quer dizer com perturbando a vida? [time]: - As criaturas deste mundo que cuidamos estão sendo torturadas, algumas até mesmo deixam de ser mortais ou perdem suas mentes reais e se tansformam em monstros. 1: - Ao menos não é como da última vez. A estupidez dos [cordeiros] me [assusta]... [wather?] 5: - Sim Ignis, mas eles já pagaram por esta estupidez uma vez. [ray?] 6: - Isso não vem ao caso, Uri. Sabe o que está acontecendo irmã? [time]: - Não exatamente. Ainda não pude ver o rosto de quem está por trás disto. [lava?] 7: - Ainda assim, não podemos perder tempo. 2: - Está correto, Lafo. [ice] 8: - Devemos intervir nós mesmos? [light] 9: - Ainda não. Isto pode causar problemas. Precisamos pensar em algo mais discreto. Três outras silhuetas entram na sala [dark] 10: - Desculpem o atrazo, irmãos. 6: - Sempre atrasada... 10: - Alguém deve fazer a entrada triunfal, não? *risinho sarcástico* 3: - Não é a hora apropriada para brincadeiras, Soir. 10: - Não precisa me dizer nada Rimboe, estava à par da situação, mesmo não estando aqui. Uma pequena silhueta, que se revela um pequeno olho com asas de morcego, se aproxima. 8: - Muito bem, então espero que tenha alguma idéia para dividir conosco, para compensar seu atraso... 4: - Frida! 10: - Tudo bem. Eu tenho mesmo uma idéia para nosso problema. 9: - E qual é? [time]: - *sorriso discreto* É uma boa idéia, Soir. 5: - Odeio quando ela faz isso... 10: - *rindo um pouco mais alto* Bem, por que não explica a todos, Aetas? [time]: - Com prazer. A idéia de nossa irmã é a seguinte: Busquemos por "Jarros" no mundo abaixo de nós, para que eles possam investigar o que está acontecendo. 1: - "Jarros" você disse?? 3: - Achei que tivessem desaparecido! 6: - É verdade! Todos haviam sido destruídos naquele último incidente. 4: - Não Aska, não é bem assim... 5: - Você está certo. Ainda existem poucos que podem nos servir. 9: - Na verdade, menos de vinte. 8: - Mas que ótimo, Glanz!... Será como procurar um floco de neve negro no topo da montanha mais alta... 10: - Eu já cuidei disso também. Desde o último incidente, na verdade... 7: - Que fizestes, irmã? [time]: - Eu pude ver seus tabalhos... Espalhar novamente "aquilo" pelo mundo abaixo de nós, deixando cada um com um dos "Jarros" restantes. "Aquilo" foi passado de geração em geração até os dias de hoje. 2: - Você pensa em tudo, não é irmã? É quase como se soubesse que ia acontecer antes mesmo de... 10: - Está me acusando de algo, Jors? 6: - Hah! Que isso! Ele apenas jogou na sua cara que você é mais do que suspeita!! 9: - Parem com isso irmãos! Todos conhecemos as estranhas maneiras de nossa irmã, mas eu asseguro que ela é de confiança. 8: - Depois não venha chorando quando for traído... 9: - BASTA! Devemos executar o plano imediatamente, sem mais discussões! 10: - Sim, irmão. Estes dois pequenos farão a busca para nós. - Ela coloca as mãos nos ombros dos dois pequenos que entraram com ela. 3: - Eles sabem onde encontrar os "Jarros"? [arth]: - Na verdade [Senhora], estivemos buscando nos últimos dias... [heid]: - ... E já escolhemos o mais apropriado. 1: - Por que vocês estão sempre um passo à frente?? 7: - Boa pergunta, Ignis... 9: - AHEM!...... As duas sombras se calam. 4: - Deveríamos ser gratos à nossa irmã... Mas diga-me Soir, quando conheceremos este escolhido? 10: - Obrigada, Orkan. Em breve, muito breve ele será apresentado... Um sorriso pode ser visto na escuridão, as três silhuetas que chegaram depois se retiram pela mesma porta por onde entraram. [episode 1 - Que se faça a Luz] - Leon! Largue este livro e vá comer alguma coisa! - e voltando para a realidade, à sua frente está uma leoa de meia idade resmungando. Aparentemente a mãe de Leon - A janta já está na mesa, e já é muito tarde para você ficar lendo. Vai acabar estragando sua vista! - Tudo bem mãe... - o jovem ligre fecha o livro e desce até a casa de baixo do sobrado para jantar com o resto da família. "Por que demorou?" - perguntou um tigre meio calvo, sentado à mesa. Aparentemente o pai de Leon. - Eu estava lendo. - Ainda aquele livro? Já não pedi para que parasse de lê-lo? Aquelas coisas de masmorras, dragões, bruxas e magia não são boas! - Mas você sabe que eu gosto de contos de fantasia... - Isso não é desculpa pra ler nada que tenha bruxarias e dragões no meio. Sabe que isso é coisa do demônio! - Lá vem você denovo com a mesma ladainha... Não vou discutir, e você sabe que não pode mudar a minha opinião. - O ligre se senta à mesa e começa a comer, pois seu prato já havia sido posto pela sua avó pouco antes dele chegar. - Deixa pai, ele é cabeça dura! - disse a irmã mais nova de Leon, Kail. Leon ficou meio nervoso com o comentário, mas nada fez com sua irmã . Após o jantar, Leon foi tomar um banho para ir dormir. Na volta, quando passou pelos seus pais, ouviu que eles estavam discutindo para onde ir nas férias de meio de ano, que estavam se aproximando. Eles mencionaram uma tia distante que morava perto da praia. Leon não gostava de ir à praia, mas como seus pais não davam muito ouvidos a ele, mesmo tendo dezesseis anos, não iriam deixar que ele ficasse em casa só com a avó e a tia avó. Em seu quarto, já arrumado e deitado, Leon estava pronto para dormir, mas pensava no livro que estava lendo. Ele sempre achou a vida meio estranha e monótona. É como se tudo fosse normal demais para ele. Talvez por pensar dessa maneira, todos diziam que ele vivia no mundo da lua. Ele se ajeita na cama e adormece em alguns minutos... No dia seguinte, acordou cedo para ir a escola. Rotina que sempre o incomodava, pois gostava muito de acordar tarde, mesmo que fosse se deitar cedo. Em alguns minutos, estava pronto para seguir para a escola. Quase uma hora e meia de viagem de ônibus separavam sua casa da escola. Mesmo assim, ele sempre chegava no horário - Bem, a maioria das vezes. Dentro dela, vários alunos conversavam sobre as férias se aproximando. - Hey, vocês vão viajar? - Claro! Vou fugir um pouco desse buraco e aproveitar bastante as férias na praia! - Eu vou passar uns dias na casa de um amigo! Alguém se vira para Leon - Olha só, o cara de cabelo azul chegou! - Hehehe! Quando é que ele vai podar aquela samambaia? - Se eu fosse ele, usava um boné pelo menos... Uma vez, Leon teve um pequeno acidende com tintas durante um cosplay e seu cabelo ficou todo azul, assim como algumas de suas listras. Sua mãe o proibira de fazer qualquer coisa relacionada a cosplay ao ver que a tinta não saía de jeito algum. Para que sua pelagem não ficasse estranha, ele havia pitado suas listras e a ponta da cauda também - Apesar de que os detalhes em azul junto com a pelagem dourada chamavam atenção demais... - Bestas... - Falou baixo, somente para si - pelo menos eu gosto de como meu pêlo ficou... - E seguiu para sua sala. Assim que a professora entra e anuncia a aula de filosofia, Leon se debruça sobre a mesa e espera as horas passarem - Sempre detestou filosofia. E as aulas correm sem muito tumulto, com alguns comentários sobre as férias se aproxiamando e nenhum problema aparente. Refazendo seu caminho de volta para casa, Leon imagina se poderia de alguma forma quebrar aquela rotina chata. Mas o que fazer? Nenhuma idéia parecia lhe vir à mente. De repente, ele sente que está sendo vigiado por alguém. Olha em volta, mas não pode ver ninguém suspeito no meio da multidão de alunos. Ele segue seu caminho sem mais desconfianças, mas realmente HAVIA alguém seguindo-o. Os dias do ligre se passam dentro dessa mesma rotina, com algumas visitas ao shopping ou qualquer outro lugar que pudesse distraí-lo um pouco. Leon não sentiu que mais ninguém o seguia ou espionava. Mas finalmente chegam as férias de meio de ano! Descanso da rotina massante do colégio, nada de dever, nada e acordar cedo... Apesar que ainda tinha uma viagem um tanto indesejável pela frente... Sim, tinha que ir com sua família para passar as férias na casa de uma tia que ele mal conhecia. No dia da viagem, foi tudo um tanto corrido, colocando tudo no carro apertado e todos os quatro se espremendo um bocado entre as malas que iam junto com eles nos bancos. E pegaram a estrada. Leon não se sentia entediado, pois a paisagem lá fora mudava bastante. Passaram por algumas estradas de terra e fizeram algumas horas de viagem, com uma ou duas paradas. Sua irmã estava ficando meio enjoada com o balanço que o carrinho azul-escuro fazia, mas se aguentou até chegarem em seu destino, quase ao fim da tarde. Foram bem recebidos, mesmo que a cara de Leon não estivesse muito boa - Não devem ter prestado muita atenção à ele, pois a de sua irmã estava muito mal. Leon, seu pai e um primo carregaram as malas para dentro da casa, - Que era grande, assim como a família que nela mora. Houve um tipo de jantar de boas-vindas naquela noite. Leon comeu bastante e foi se deitar logo. No dia seguinte bem cedo, os pais, a irmã de Leon e mais alguns parentes quiseram ir à praia. Leon quis ficar, pois já não estava em casa, não precisavam carregá-lo para um lugar que não gostava de ir. E assim aconteceu; sairam dois carros do local, abarrotados de parentes, e ficaram na casa só Leon e seu tio. Este se aproximou de Leon assim que os carros tomaram distância. - Por que não foi com eles, Leon? - Ah, bom dia tio Roberto. Você sabe que eu não gosto de praia... O tio deu uma breve risada. "Como eu ia saber? A última vez que eu te vi foi a mais de dez anos!" Leon deu uma risada meio forçada. "Mas então me diga, o que gosta de fazer?" - Eu gosto de histórias! Histórias de fantasia e aventura! Adoro acompanhá-las, seja em filmes, jogos, ou até livros; se forem realmente boas - acrescentou. O tio riu novamente, desta vez, um pouco mais alto. "Ora, ora... Achei que os jovens de hoje não liam mais... Se é assim, eu tenho uma coisa para te mostar." E Leon e seu tio Roberto foram para dentro da casa. Passados um corredor e uma escada, tio Roberto abriu a porta de um armário velho, que parecia estar trancado havia muito tempo. Saiu muita poeira de lá de dentro. Leon tossiu bastante - O... O que tem nesse armário empoeirado para me mostrar? Roberto abriu um pequeno sorriso, adentrou no armário, que era grande o bastante para caber uns oito homens grandes, pegou um pano velho que estava ali perto e limpou o vidro de [um mostruário antigo]. Leon pôde ver lá entro uma bela jóia de ouro com formato de ovo com vários buracos ovais. Em um deles, o que estava bem de frente para eles, estava acomodada uma magnífica safira. - Eu adorava viajar pelo mundo quando era mais jovem, Leon. Eu era biólogo, e estudava a fauna de todos os países e continentes, no céu, na terra ou no mar. Certo dia, quando eu estava viajando pelas terras do Oriente, me deparei com um senhor de idade muito avançada. Ele carregava junto ao peito, meio escondida pelas suas vestes, esta jóia. Ele me disse que já havia vivido o suficiente e que não tinha filhos, portanto, precisava entregar a jóia para alguém. Após dizer isso, ele olhou bem no fundo dos meus olhos, sorriu mostrando os poucos dentes que tinha, e me entregou seu pequeno tesouro. Quando eu finalmente pude ver o que era de perto, notei a jóia presa a este ovo, esta safira que você está vendo. Ela emitia uma luz fraca que foi se extinguindo devagar. Nunca mais a vi emitir essa luz... Leon estava um tanto boquiaberto com tudo que seu tio acabara de contar - Nossa, que história! - Quer vê-la mais de perto? - Perguntou Roberto apontando para a jóia. - SIM!! Ahn... Se eu realmente puder... Seu tio abriu a porta do [mostruário] e entregou a jóia para Leon. O garoto estava segurando-a pela parte dourada, mas no mesmo instante que tocou a safira, esta emitiu uma luz forte, forte o suficiente para iluminar de azul o pequeno armário. - O-o que você fez?? - gaguejou Roberto. - NADA! Não fiz nada! Só encostei na... - E foi interrompido por seu tio - Essa luz...! É a mesma que eu vi quando aquele senhor me entregou essa jóia! Mas, por que ela estaria brilhando agora?... - E-e-eu não faço idéia! Melhor guardar ela denovo! Tio Roberto pegou a jóia e a colocou no [mostruário] novamente. Notou que assim que a tirara das mãos de Leon, a luz tinha ficado um pouco mais fraca. - Eu... Acho que já tivemos muitas histórias por hoje, não é Leon?... - E ele empurrou Leon para fora do armário, enquanto o brilho da pedra diminuía cada vez mais enquanto eles se afastavam. O dia correu sem mais eventos estranhos. Seus pais e todos que haviam saído haviam chegado ao entardecer. Leon e seu tio Roberto tiveram que se virar na hora do almoço, não que nenhum deles soubesse cozinhar nada, mas a refeição não foi tão boa quanto o jantar que a tia de Leon preparou naquela noite. Mais tarde naquela noite, quando todos já estavam dormindo, Leon sonhava com a historia que estava lendo. Após ser curado do repentino ataque de febre, várias ocorrências estranhas aconteciam ao redor de Leon. Objetos de todo tipo se arrastando em sua direção, aparelhos ligando sem estarem conectados à tomada, visão noturna como se estivesse no dia mais claro do ano [mesmo sendo um felino, nunca havia enxergado tão bem no escuro], estranhas correstes de ar passando pela casa... Até que... Leon estava se despedindo dos tios, pois suas férias estavam chegando perto do fim e ele precisava voltar pra casa. Ele e sua família ajeitam as malas dentro do carro e seguem viagem. Assim que saem, Leon dá uma última olhada na casa dos tios - que pareceu ter sido invadida por fantasmas nos últimos dias - e avistou os tios acenando para ele. Um pouco mais afastado, havia um garoto com jeito de que havia saído de um filme antigo. Ele se virou e caminhou na direção oposta do carro quando Leon olhou para o rosto dele. Depois de algumas horas de viagem silenciosa - todos estavam meio assustados com o que havia acontecido na casa dos tios. Sua mãe tentou ligar o rádio para distrair um pouco, mas este parecia estar com defeito. Eles param num posto solitário na estrada. Todos saem pra esticar um pouco as pernas, menos Leon, que fica esperando dentro do carro. Ele fica olhando para todos pela janela, mas vira-se assim que escuta um sonoro e amigável "Olá". Era o garoto que ele havia avistado quando saía da casa de seus tios! Ele usava vestes que talvez seu avô tivesse usado na infância - Uma blusa de tricô e uma social por baixo, bermuda, um quepe, [estilo milton nascimento nos anos 80] sapatos engraxados e meias até o meio das canelas. Lembrava vagamente um lobo de pêlos claros, apesar de não ter o nariz preto no focinho. - O-o que faz aqui? Quem é você?? Como entrou aqui moleque?! - Acalme-se, meu jovem... Apenas vim até aqui para lhe entregar algo que esquecestes. E ele entrega a Leon a jóia que seu tio havia lhe mostrado, a jóia em forma de ovo com a safira encrustada. - Onde foi que você conseguiu isso?? - No mesmo lugar onde esquecestes... - E ele dá um sorriso discreto. Leon permanece calado, observando-o. - Vamos pegue. Farás melhor uso disto do que eu poderia fazer. - o ligre pega a jóia. - Certo... Mas quem é você afinal? - Alguém que vai te acompanhar de perto daqui pra frente. Me chame de Arthemis. - Ele tira o boné para apresentar-se e revela dois pequenos chifres marrons. Leon fica em silêncio por algus segundos. - Melhor ainda, O QUÊ é você?? O garoto ri da reação de Leon. - Logo você estará acostumado a ver outros como eu e até mesmo mais diferentes... Bem, seus pais estão voltando. Até logo então. - Não, espera, o que você quer dizer com isso?? - Mas não adiantou, pois assim que acabou a frase, o garoto havia desaparecido numa nuvem de fumaça. Leon estava ficando cada vez mais confuso com o que estava acontecendo. Ele olhava pra safira, que agora emitia apenas um brilho muito fraco. Como seus pais e sua irmã estavam realmente voltando pro carro, ele resolveu não contar nada e esconder a jóia como podia. Talvez por estar um tanto assustado e paralizado com a visita do garoto, Leon não notou que a viagem foi tranquila a partir dali, e que o rádio parecia estar funcinando novamente. [episode 2 - O caminho fica claro] De volta à sua casa, Leon estava imaginando o quê exatamente aconteceu e o por quê dos estranhos eventos que ocorreram em sua viagem. - Nenhuma resposta lógica vinha à sua cabeça, infelizmente. Para piorar, mais coisas estranhas voltaram a acontecer - Leon dava choques em quem encostasse nele, seu quarto passou a ser o mais fresco da casa, e as orquídeas de sua avó haviam florido fora de época! Depois de muito pensar, a única coisa que ele descobriu foi que de alguma forma, tudo que estava acontecendo estava ligado à ele, e que tudo começou logo após ele tocar a safira... Por falar nela, a pedra estava começando a brilhar cada dia mais forte, e estava ficando difícil de escondê-la. Toda noite, Leon ficava observando-a, tentando ligar as coisas, apesar de nada fazer sentido. Certa noite, ao examinar continuamente a peça de ouro com a safira encrustada, a pedra lançou um forte raio pela janela, um feixe contínuo que parecia passear pelo céu negro da noite sem lua. Parecia não haver como pará-lo, pois o garoto quase se queimou nele ao tentar, de vários modos, impedí-lo de chamar alguma atenção da vizinhança; Mas aconteceu coisa pior, pois seu pai estava à porta chamando por seu nome. Minutos após, a programação da TV foi interrompida para dar uma notícia urgente: O Raio havia sido avistado, e se dirigia para o mar a uma velocidade incrível. Mais tarde, várias noitícias corriam pelo mundo de que outros três raios que diziam estar indo de encontro ao que saía pela janela do quarto de Leon. - E estavam certos... Em questão de minutos, os quatro fachos estavam acertando um único ponto que parecia estar no meio do Oceano Pacama. Logo, uma titânica barreira começa a se revelar, como se estivesse surgindo do nada! Sua extensão aumenta mais e mais, passando sempre pelos mares e oceanos, e formando um cinturão ao redor do planeta. Em seguida, um rápido tremor sacudiu todos os continentes - "Algo estava terrívelmente errado lá fora", pensava Leon. Seu pai continuava batendo à porta, agora acompanhado de sua mãe e irmã. O tempo corria, e a cada minuto, repórteres e pesquisadores aproximávam-se da estranha barreira como se fossem formigas atraídas pelo açúcar - Mesmo assim, todos mantinham distância da estranha formação. Quem se aventurou a chegar perto, não sobreviveu nem deixou vestígios para contar qualquer coisa que tivessem descoberto. A primeira descoberta sobre a muralha foi anunciada: Nada conseguia ultrapassá-la, nem mesmo por cima. Parecia haver algum tipo de barreira que evitava que qualquer coisa se aproximasse ou a atravessasse. Leon estava começando a entrar em pânico, achava que aquilo era culpa dele - Mas ao menos, aquele raio que estava o incriminando já havia se apagado. O som da maçaneta da porta de seu quarto faz com que ele, por reflexo, corresse até lá e a trancasse. Seus pais estão do lado de fora do quarto, tentando falar com ele, mas o garoto não ouve... Assim que se vira, sentado na janela está aquele menino de aparência estranha. "ARTHEMIS!!" - gritou Leon. - Ah, vejo que lembra-se do meu nome... - Essa pedra, essa parede enorme... O que está acontecendo?? - Você descobrirá logo, meu jovem. Tudo a seu tempo... - Nada disso, eu quero respostas!! Pra começar, o que foi que essa maldita pedra fez? - Neste instante, uma outra notícia com mais informações é mostrada na TV. "E voltamos com mais informações sobre a misteriosa muralha que apareceu sem que ninguém fizesse idéia de como. Vários países estão usando jatos para voar por sobre a mesma, numa tentativa de descobrir o quê há do outro lado ao menos. Infelizmente, mesmo superando a altura nescessária, os jatos explodiram sem sequer passar pelo perímetro da estranha construção" Arthemis dá um suspiro. - A juventude deste lado não é muito paciente... Agora vamos, temos muito o que fazer. - Como assim "vamos"? E o que você quis dizer com "deste lado"?? A apresentadora do jornal recebe novas notícias - "Os países mais próximos da muralha estão neste momento tentando utilisar helicópteros para chegar o amis perto possível da muralha sem que hajam acidentes. Estamos recebendo neste momento as primeiras imagens." - No monitor ao lado dela estava sendo mostrada a parte de cima da barreira com alguma dificuldade, pois mesmo a uma distância segura, havia muita turbulência. Após segundos de observação e o uso de vários holofotes, podia-se ver o outro lado da barreira, mas estava totalmente escuro. Não havia como identificar nada do outro lado. "Aahn... Vo-voltamos agora com a programação normal! Mais noticias a qualquer momento..." - Mas como...? Isso é culpa sua!! - Ele olhava para o garoto na janela com muita raiva, e sentia o sangue ferver. - Ora, ora, parece que seus poderes estão começando a se manifestar, não é? E na verdade, quem ativou a Safira foi você, na casa do seu tio, e não eu, lembra-se? - Do quê você... - Leon não tinha notado, mas suas mãos estavam rodeadas por uma aura fraca. - O quê é isso afinal?? - assim que ele as nota, ela se apaga devagar. - Se você quer realmente saber, terá que fazê-lo você mesmo. Para seguir este caminho, eu posso apenas lhe mostrar as ferramentas que você vai usar. - ele pula pela janela, e quando Leon corre para ver onde ele caiu, a única coisa que ele viu foi um estranho ser, que parecia uma pequena serpente com asas de fada. Neste instante, a porta do seu quarto foi arrombada por seu pai. "Vamos, pule!" disse a pequena criatura, e sua voz era igual à de Arthemis. No mesmo instante, ele agarra a jóia na sua cama e, sem hesitar - e vendo que não teria como explicar nada para sua família - pulou pela janela e viu-se flutuando no ar, envolto por uma luz dourada. Logo, os dois estavam voando para longe dali. - Ah, como sou distraído, eu ainda não sei o seu nome... Leon exitou um pouco, e resolveu não dar seu nome verdadeiro. Ao invés disso, deu a Arthemis apenas o apelido que usava em jogos com seus amigos: "Yanazake" - Yanazake? Que nome estanho o seu... Nem ao menos combina com esse país... - Me chame de "Yan" mesmo. Ao menos é mais fácil de lembrar do que o seu, sua lagartixa peluda. - Chama-o assim após notar que ele tem membros em seu corpo alongado - Ao menos dá pra me dizer o quê você é? - Por favor, me chame pelo nome. E para acabar com sua sede por sabedoria, eu sou um dragão-fada. - Mas fadas não... - Leon, ou melhor, Yan nem terminou sua frase e quase caiu da "carona". - Nunca diga isso garoto!! - Ah é... de acordo com as histórias, uma fada morre quando alguém diz essa frase... Desculpa, tá? - Chegou perto... Mas como é que você sabe sobre esse tipo de coisa? Aparentemente o estudo de criaturas mágicas já não existe nesse hemisfério à alguns séculos... - O quê você quis dizer com isso?? - Vejo que você ainda tem muito a aprender, e eu também... Logo, os dois chegam ao alto de um prédio. Um anel brilhante passa pelo corpo do pequeno dragão-fada, e ele volta à forma aparentemente normal, de um garoto de pouca idade. "Bem, e agora o quê?" perguntou Yanazake. Arthemis então ergueu a mão e fez alguns movimentos. Assim que ele pára, um tipo de portal luminoso se abre à frente dos dois. "A primeira coisa a fazer, é levá-lo à minha casa. Lá, poderei analizar os seus poderes e ensiná-lo como usá-los" - Yan não acreditava muito nas palavras de Arthemis, mas sentia um pouco de culpa pelo que estava acontecendo, então decidiu seguir. Com muita determinação, atravessou o portal - parecia que estava andando no fundo de um rio turbulento - e logo, viu-se fora dele; Estava em um bosque. Logo em seguida, Arthemis aparece e o portal atrás deles se fecha. "Seja bem-vindo ao meu humilde 'lar'." - E o dragão faz um gesto mostrando alguma coisa após as árvores. Yan se aproxima um pouco mais, e logo avista uma pequena mansão. - Você mora aqui... sosinho?? - Eu diria que sim. Quase ninguém vem aqui. Mas entre, temos muito o que fazer! Logo, Yanazake passaria os próximos dias recebendo treinamento básico do dragão-fada. Mas... que tipo de treinamento, afinal, seria esse? [episode 3 - o treinamento] No dia seguinte, logo pela manhã, Yanazake foi acordado por ser anfitrião bem cedo. - Feche essas cortinas... Eu quero dormir! - Nada disso. O tempo é curto, e você tem que aprender os básicos da magia ainda. - Claro, claro... (...) Básicos da MAGIA você disse?? - Ah, vejo que está completamente acordado! Ótimo! Vá até a cozinha, coma alguma coisa, e me encontre no jardim dos fundos. E logo que Arthemis saiu, Yanazake se ajeitou e foi tomar café. Na cozinha, uma mesa que parecia bem farta para apenas duas pessoas o aguardava. Após se sentir satisfeito, ele procurou por Arthemis no jardim, como ele havia mandado. - Certo, estou aqui... O que você... Arthemis estava olhando algumas plantas no jardim, com um cetro flutuando ao ceu lado. Yanazake se aproximou e ficou a observar o estranho artefato. - ... Gosta dele? - Ahn?? Ah... É que... Como é que essa coisa flutua? - Graças à magia, claro. Eu o controlo como quero. É preciso muito controle e habilidade para fazer isso. Isso quer dizer que você não aprenderá tão cedo - O que não importa muito, já que eu não ache que você possa ser um tipo de mago. - Se você pensa assim, por que quer me ensinar magia? - Pelo simples fato de que você não vai sobreviver muito tempo numa jornada longa sem nenhum tipo de poder. Agora, vamos começar. Arthemis se dirige para o centro da área aberta do jardim. Yanazake o seguiu. - Para começar, você precisa saber como utilisar a energia que tem. Começe relaxando bem. Deixe a respiração ficar leve... Tente se concentrar em juntar toda a sua força em um único ponto do corpo... Yanazake estava parado à frente do professor, tentava seguir suas instruções, mas já estava ficando um tanto nervoso, pois nada acontecia. - Isso não está dando certo... - Bem, talvez você não esteja tentando com bastante vontade. - Sim, eu estou. - Eu imagino que não... - Eu estou sim! Arthemis estava provocando Yanazake de propósito, e ele, estava ficando cada vez mais nervoso. - Nossa, acho que me enganei... Parece que você não tem poder algum... - MAS QUE DROGA! Cale essa boca! Eu não vim aqui à toa! Só estu aqui porquê dei ouvidos a VOCÊ!! - Ele aponta para Arthemis, e a ponta do seu dedo começa a brilhar. - Ora, ora, que interessante... Você está indo bem. Agora, tente fazer isso novamente, mas fora de seu corpo. - Como é??? - Um ponto fora do corpo... Desse jeito; - O dragão fada ergueu a mão, e flutuando acima dela, logo apareceu uma esfera com uma luz forte, como uma lanterna acesa diretamente no rosto de Yan. - Ahn... Tá, entendi. - O jovem parecia meio abobado com a situação. Assim que voltou à realidade, Yan se sentou na grama e aproximou as duas mãos. Ele tentou, tentou, e tentou. Após alguns minutos na mesma posição, ele começou a sentir como se seu sangue estivesse indo apenas para as mãos, saindo de todo o corpo; Suas mãos estavam ficando muito quentes e doíam bastante. Logo, a grama que Yan via através do espaço entre suas mãos começou a ficar distorcida, e um pequeno ponto brilhante começou a se formar. Ele era pequeno, como um grão de areia cintilante. - Perfeito! agora, quero que aumente este ponto até ficr do tamanho de uma noz. - Mas... Isto é o máximo que eu... - Yan estava se sentindo tão mal que quase não conseguia falar. - Vamos, não é tão difícil assim... Tenho de fazer uma coisa. Volto em alguns minutos. Arthemis voltou para dentro da casa. Yan estava ficando muito estressado com aquele ponto brilhante que não parecia mudar nem um pouco de tamanho. As dores que ele sentia pelo corpo junto com a sensação de queimação em suas mãos apenas pioravam a situação. Dentro da casa, Arthemis se dirigia para um espelho ornamentado com um ar de ser muito antigo. - Vejamos como meu amigo está indo... À frente do espelho oval, ele fez um gesto que pareceu um comando para seu cetro. Este, que estava sempre flutuando ao seu lado,, chegou bem perto do espelho e, com a ponta que tinha uma grande pérola branca encrustada, contornou a borda do espelho. Em seguida, o reflexo no espelho começou a escurecer, até ficar totalmente negro. - Está me ouvindo, Heides? Em alguns segundos, uma voz sombria respondeu que sim, e pediu para que Arthemis esperasse. Em pouco tempo, apareceu no espelho o rosto de alguém que lembrava um bode. Ele tinha longos cabelos negros cobrindo os olhos, seu pêlo era verde escuro e tinha um par de chifres atrás da cabeça, que quase se curvavam ao redor das orelhas caídas. - O que quer, Arty? Estou investigando um lugar muito suspeito. Parece haver uma grande fonte de energia lá. - É uma das Safiras? - Provavelmente sim. - Você já teve acesso a ela? - Não, e eu imagino que não poderei sem causar tumulto. O lugar é muito bem guardado. Precisaremos de ajuda de dentro para podermos nos aproximar dela. - Entendo. Continue com a invertigação. Em breve eu lhe mandarei o "Jarro", o nome dele é Yanazake. - Yana... Que nome mais estranho! - Eu pensei a mesma coisa. Bem, preciso concluir o treinamento dele. Boa sorte para você, meu amigo. - Boa sorte para nós dois, Arty! - A image do rosto de discipa e o eselho volta a ter reflexo. - Quantas vezes terei que pedir para que ele me trate pelo nome?... Ao voltar para o jardim, Arthemis nota que Yanazake está numa posição diferente, com a cabeça baixa e as mãos mais juntas abaixo da esfera de luz; Esta agora estava pouco maior que uma noz. O garoto parecia estar ficando doente. - Hnn... Isto não é bom. Pode parar, meu jovem. Assin que Arthemis terminou de pronunciar a última palavra, a esfera se esvaiu no ar, liberando uma brisa morna no rosto de Yanazake. O garoto caiu deitado na grama logo em seguida, completamente exausto "Não desanime" disse Arthemis. "Você já progrediu bastante hoje." O ligre se virou para poder olhar para Arthemis. - Isso quer dizer... que eu tenho... cinco minutos de descanço...? - sussurrou ele. - Tudo bem, cinco minutos. Vou pegar algo para você comer enquanto isso. Precisas repor as energias. Ao fim do dia, Arthemis estava surpreso com o quanto o garoto havia comido. Também havia se surpreendido com o quanto ele havia progredido; Já conseguia manter uma esfera de energia do tamanho de um punho sem muitos problemas. Naquela noite, apesar de estar muito agitado pensando em que tipo de coisa poderia fazer com magia, Yanazake adormeceu logo, pois tinha gasto muita energia. No dia seguinte ele estava cheio de energia e vontade de avançar no treino. Ao encontrar com Arthemis, notou que ele estava comendo apenas algumas frutas e cereais. - Ei, como você consegue ter tanto poder comendo assim? - Eu sou vegetariano, eestou em um nível à frente do seu.Você só está comendo uma comida não tão saudável porque ela fornece mais energia, e você precisa de muita meu amigo. - Quer dizer que quando meu treinamento acabar você vai me fazer comer como você? - Não. Quando você acabar seu treinamento, terá de arranjar comida sozinho. - Ótimo... Uma viagem pelo mundo e vou ter que me virar sozinho... Não podia ter pelo menos me consultado antes? - Pare de reclamar e vamos lá pra fora; Hoje você treinará em jejum. - Mas isso é exploração! - É nescessário. Vai servir para acostumar seu corpo a gerar mais energia, e em consequência, conter mais também. - Não estou entendendo mais nada... - Você entenderá logo. Vamos. E o treino no jardim estava prestes a recomeçar. [transferir a próxima sessão de treino para Heides. Arth vai treinar defesa! Ele tamém tem que dar o equipamento de Yan.] De volta ao jardim, Arthemis estava tentando fazer Yan aprender a moldar a energia e como usá-la para se defender. - Muito bem. Você já consegue fazer uma esfera de energia. Agora vamos tentar algo um pouco mis complicado: Escudos de energia. - Acho que já vi isso em algum lugar também, mas não tenho muita certeza de como posso fazer isso... O dragão-fada ficou parado olhando para ele. - Que foi? - Nada, nada... Bem, Para fazer um escudo pequeno, você não precisa de muita energia. O que você precisa fazer, é espalhar a energia, achatá-la e curvá-la até que fique com uma forma que possa cobrir uma certa área. - Ahn, pode me dar um exemplo? - Certamente. - Arth criou uma esfera pequena como a primeira que Yan conseguiu manter. Então ele estendeu o braço para a frente e abriu a mão. A esfera se moldou devagar na forma de uma [cuia] que podia cobrir metade do corpo de Arthemis; afinal, ele não era muito alto mesmo... Ela parecia ser mais fraca na borda, e era visível que a fonte de energia vinha do centro, onde estava a mão de Arthemis. - Entendi! Parece fácil, ora essa! - Já que pensa assim, faça um escudo então. Arthemis desfez o seu escudo, que pareceu estourar como uma grande bolha de sabão. Yanazake então tentou fazer um escudo. Demorou um pouco mais para conseguir moldar direito a esfera até ficar com a forma certa. - Muito bem, Yan! Agora vamos ver se você consegue mantê-lo! O dragão-fada disparou uma esfera de fogo diretamente no meio do escudo, e este desapareceu com o impacto. - Que é isso?? Ficou louco?? - Isto foi para mostrar-lhe o que acontece quando um escudo é atacado. - Exibido... - O próximo passo é fazer com que você crie escudos mais rapidamente. Para tal, você pode concentrar-se em fazer a energia fluir na forma do escudo a partir de um ponto ao invés de criar uma esfera de energia e moldá-la. O dragão-fada esticou o braço para a frente novamente e fez surgir um escudo como o anterior, mas desta vez foi num piscar de olhos. - Você também pode fazer escudos maiores, até envolver totalmente o seu corpo num globo. - O pequeno escudo cresceu até envolver completamente Arthemis, e após alguns segundos, ele se desfez novamente. - Agora, quero que crie um escudo completo, e faça o possível para mentê-lo. Yanazake obedeceu. Conseguiu formar o escudo mais facilmente dessa fez. Quando o globo estava completamente formado, Arthemis preparou uma outra bola de fogo e perguntou se Yan estava pronto. O dragão-fada começou a atacar o escudo com ferocidade, e este enfraquecia a cada ataque, mas o ligre mantinha-o com todas as forças. Após quase esgotar as energias de Yan no treino de defesa, Arthemis deixou que ele descançasse. Já era quase meio dia. - Você também pode criar pontos de energia sem usar as mãos. isso será útil para você, portanto lembre-se disso. Logo terá algo para vocâ comer na cozinha. O seu treino comigo está acabado. - Como é? Já? - Estava gostando...? - Na verdade, eu só achei que foi realmente muito rápido... - Isso é porquê você avançou muito e eu fiz o possível para ensiná-lo o mais rápido que pudesse. - Bem, o que vem agora? - Agora, você vai almoçar enquanto eu pego alguns itens que você vai precisar. - Almoço! - O ligre se levantou e entrou em disparada na mansão. - Cada dia eu perco mais as minhas esperanças nesse garoto... Após encher a barriga de comida, Arthemis chamou o ligre para a sala. Ao chegar lá, ele viu sobre a mesa uma bolsa, Grevas, Manoplas, Caneleiras, Braceletes, um tipo de camiseta prateada, um peitoral de armadura e vários tipos de armas brancas. - Bem, Este é o equipamento que está a sua disposição. Escolha o que achar melhor. "Legal!" exclamou Yan ao se aproximar de uma espada de lâmina larga. Arthemis perguntou se ele sabia manejar alguma naquelas armas. - Eu já brinquei algumas vezes com espadas de brinquedo. Além do mais, é a arma mais indicada para iniciantes. Ela não é muito pesada, tem bom alcance, e não é nescessário treino para manejar, como um chicote, por exemplo. Ele tirou a espada da bainha e dei um Assobio com um tom decrescente enquanto examinava a lâmina. - Nunca ouvi tanta besteira junta... - Dá liscença? É a minha opinião! - Você quem sabe. Imagino que já tenha escolhido sua arma, então vá se preparar para a viagem. - E quando é que eu vou? - Assim que estiver pronto. - Não dá nem pra descançar depois do almoço?? Arthemis o encarou. - Certo, certo... Após escolher alguns dos pedaços de armadura e uma espada e guardar tudo dentro da bolsa - que parecia não ter fundo, pois tudo cabia nela e ela não enchia - Yan e Arthemis foram até o Espelho Oval. O Dragão fada refez o gesto com o cetro e novamente o Espelho ficou negro. - Heides, está na hora. Alguns segundos depois, o tal que atendia pelo nome de Heides apareceu no espelho. - Ora, mas você foi bem rápido! Tem certeza de que ele não está verde ainda? - Ele aprende muito rápido. Você verá. - Tudo bem então. Um passo para trás, cavalheiros! Arthemis estendeu o braço para o lado e deu um passo para trás, forçando Yan a fazer o mesmo. Logo em seguida, um portal como o que havia levado Yan à mansão se formou. - Ande, entre logo! - Tudo bem! Você devia ter um pouco mais de educação, sabia baixinho? O ligre entrou no portal antes que Arthemis pudesse dizer qualquer coisa. Do outro lado, ele havia saído num lugar muito escuro, que se tornou um breu total após o portal se fechar. - Caramba... Melhor tentar trazer um pouco de luz a esse lugar... Ele criou uma pequena esfera luminosa, que brilhava o suficiente para iluminar um pouco o lugar. A primeira coisa que pôde ver, foi um báculo dourado, um par de grandes chifres curvados relusindo à luz de sua esfera e um sorriso misterioso. - É como Arty disse... Você parce ser bem habilidoso, garoto. - Ahn... Obrigado... Quem é você? - Desculpe o mau jeito. Deixe que eu ilumine as coisas para você. Com um movimento suave do báculo, várias tochas nas paredes da sala circular se acenderam com chamas azul-claro. - Meu nome é Heides. Sou um dragão-fada, assim como Arthemis. [episode 4 - o novo mestre] À frente de Yan estava um outro dragão fada, assim como Arthemis. Mas no entanto, a aparência de Heides não era nada parecda com a do outro dragão fada. Sua pelagem era escura, tinha longos cabelos lisos cobrindo o rosto, chifres muito grandes, e ele parecia não ter cauda... Até seu modo de se vestir era diferente; ele não usava nem mesmo roupas antigas, mas trajes que aparentavam se de mago. Yan só havia visto estes trajes em desenhos e fantasias de jogadores de RPG. - Você é um bocado diferente do Arthemis, sabia? - Você também não é muito comum. - Hnf... - Muito bem, antes que eu lhe mostre o lugar onde você vai passar os próximos dias, quero que me mostre o que você aprendeu. - Mas já?? E o meu equipamento?? - ... Lento demais!! Heides lançou uma esfera púrpura de energia contra Yan. Ele chegou a se defender com um escudo de energia, mas o impacto foi forte e ele foi empurrado alguns passos para trás. - EI! Vai com calma!! - Yan estava gritando para uma sala vazia, pois Heides havia desaparecido de sua frente. - Tsc, tsc, tsc... Você vai ter que melhorar um bocado... - O dragão colocou a mão no ombro de Yan, e o ligre levou uma tremenda descarga elétrica. Heides sentiu parte da energia que ele usou ser sugada por Yan, mas foi muito pouco, e nem de longe conseguiria neutralizar o ataque. Yan caiu de joelhos, atordoado com o ataque. - Humm... Acho que Arty não me falou nada sobre isso... Muito bem, agora você pode descansar. - Heides colocou o emblema do báculo sobre a cabeça de Yan, e ergueu o garoto e a mochila dele no ar para carregá-los para dentro. Após atravessar a única porta que havia na sala onde estavam, Yan se viu numa casa bem pequena e humilde. Ele voltou o olhar para trás e não viu porta alguma, apenas a parede - Deviam ter passado por outro portal... - Tudo... Tudo bem, eu já consigo andar... - Sério? - Heides desceu Yan um pouco, mas largou ele a alguns centímetros do chão. O ligre tomou um susto, mas não se machucou. - Olha, não é que os gatos realmente caem sempre sobre as patas? - Engraçadinho... Onde eu estou? - Numa casa que eu aluguei. Ela fica em Metapolis. - METAPOLIS?? Isso é muito longe da minha casa!!! - E daí? Você vai viajar pelo planeta mesmo. - Tá, mas... Deixa pra lá... Por quê eu estou aqui afinal? - Para terminar o treinamento, é lógico. E após o término do treino, vocé irá atrás da segunda Safira. Afinal, você já tem a primeira, não é mesmo? - Sim, está na minha mochila. - Perfeito. Acomode-se como puder, eu não queria fazer isso, mas Arty me fez prometer que eu te daria um pouco de estudo teórico sobre magia, ao invés de ficar só no treino prático. - ... Fazer o quê...? Onde fica o banheiro? - Ele estava com os pêlos todos desarrumados e as roupas um pouco chamuscadas por causa do choque. Heides apontou o caminho para ele enquanto seguia para outro cômodo da casa. Yan arrastou a mochila até o banheiro, que não foi difícil de achar, se limpou e colocou uma roupa mais confortável. Ao voltar para a pequena sala de estar, ele viu sobre uma mesinha à frente das poltronas uma pilha de livros com aparência muito antiga. - Ei, eu tenho que ler TUDO ISSO? - Pode fazer até uma leitura rápida que eu não me importo muito. Afinal, como é que se pode aprender a atacar só na teoria, sem prática alguma? Mas isso fica pra depois. Agora você fica aí lendo que eu vou tentar conseguir mais informações sobre o local onde está a Safira. Yan já estava com um livro na mão e respondeu com um sussurro e um pequeno aceno de cabeça. Heides achou aquilo um tanto engraçado, mas aproveitou que o garoto já estava ocupado e saiu. Mesmo nunca tendo muito gosto por estudos, o ligre estava muito interessado naqueles livros. Neles havia muita informação para iniciantes sobre os Elementos da magia, como aplicá-los à energia pura e a materiais diversos, usos variados da magia, e alguns ecantamentos, feitiços e contra-feitiços. - Nossa, quanta coisa... - Ele folheava um livro com informações sobre magias de ataque. - Mas até que parece ser fácil... O mais difícil deve ter sido aprender a concentrar a energia. Seguindo as instuções, ele tentou uma magia básica: fazer uma bola de fogo. O livro dizia que para se fazer magia eram precisos três ingredientes; energia, mente e conhecimento. Energia para poder alimentar a magia, Mente para poder dar forma, e Conhecimento para poder ampliá-la com os símbolos e artefatos certos. Não demorou muito, e Yanazake se surpreendeu quando a pequena esfera de energia que havia feito quase triplicou de tamanho ao se transformar numa esfera flamejante. - Aah! Isso é perigoso! O... Os livros!! No momento de pânico, ele não percebeu que havia cortado a energia da esfera de fogo, que se desfez numa pequena explosão. Ele ainda estava com uma das mãos longe dos livros enquanto buscava algo para que pudesse sumir com aquelas chamas. Assim que abriu um livro nomeado "Magia para iniciantes - Aprenda rapidamente os básicos da magia" e encontrou como se desfazia uma esfera elemental, ele se deu conta de que já havia feito. - ... Certo, vamos tentar algo mais... Seguro. Não muito longe dali, Heides andava pelas ruas com uma roupa diferente da que estava usando. - Estranho, como ele havia mudado de roupa tão rapidamente? - Apesar de também chamar um pouco de atenção por causa da aparência gótica, com suas roupas escuras, ele parecia mais normal do que com os trajes de mago. O dragão-fada se dirigiu até uma das maiores construções da cidade, a sede da maior empresa de tecnologia do planeta - VargTech. Já estava etardecendo. Ele entrou no prédio e quando chegou à recepção, ele não foi atendido pela raposa atrás do balcão. Ela estava prestando atenção ao noticiário. - "Novos estudos feitos sobre a estranha muralha mostraram que mesmo durante o dia, não importando a hora, o outro lado permanece totalmente negro, como se houvesse algo cobrindo a visão. Após os misterios tremores de dois dias atrás, que os cientistas imaginam estarem ligados à muralha, dois aviões que estavam sobrevoando a área onde a mesma apareceu sumiram por completo. Até agora, não há sinais de destroços e nenhum contato por rádio foi feito." - Ahem, com liscença?... - Tudo bem, tudo bem... O que é garoto? - Eu gostaria de saber se há alguma possibilidade de marcar uma reunião com o presidente desta empresa. - Pfff... Phwahahaha!! Você está louco? O presidente é um homem muito ocupado! Ele não tem tempo para ver garotos vindos de um cemitério ou coisa parecida! Agora some daqui, vai! "É, eu imaginei que teria que ser do jeito difícil..." Pensou Heides equato se dirigia para fora do saguão de entrada. Do lado e fora, ele viu um lobo cinzento ruivo sair do estcionamento da empresa numa moto. "Hnn... Ou talvez, não seja tão difícil assim..." Ao voltar para a casinha alugada, Heides estava achando graça da cena que viu. A maior parte dos livros estava aberta e jogada pela sala. Yanazake estava flutuando na sala com uma esfera elemental nas mãos, que estava mudando de elemento conforme ele queria. - Minha nossa, meus parabéns garoto! - Heides estava aplaudindo Yanazake. "Aaah!!!" O ligre caiu feio entre as poltronas da sala. "Quem é... Heides?? Que roupa é essa?" - Ah sim, eu preciso me disfarçar de vez em quando, não é? - Bem... Ao menos combina com você, eu acho. - Heh, obrigado. Bem, como parece que você fez um bom avanço no uso dos elementos, por hoje eu apenas farei um exame mais profundo dos seus poderes. Todos podemos ter alguma coisa especial que precisa ser treinada. - Sério? Tipo telecinesi? - Onde você viu isso? Nos livros? - Não, é um tipo de lenda urbana. Dizm que alguns de nós desenvolvem poderes psiquicos... - Bem, isso eu posso garantir que é apenas lenda. Não existe outro tipo de poder além dos mágicos. - Já eu não duvidaria tanto... Depois de ver o que eu já vi... - Besteira! Vamos, ajeite essa bagunça enquanto eu vou pegar o material para te examinar. - Certo, certo... Heides saiu da sala e foi checar um armário enquanto Yan arrumava os livros. Qando voltou, o dragão-fada estava segurando uma pequena maleta. Os livros já estavam empilhados sobre a mesa novamente. - Sente-se no chão. - Por que? - Porque você é muito alto! O ligre deu uma risada. "Tudo bem, hehe." Ao se sentar à frente de Heides, o dragão tirou da maleta um estranho aparelho com uma haste metálica que tinha um mostrador numa ponta e um tipo de cinto na outra. - Vamos, coloque esta ponta no pescoço. - Ele indicou o cinto para Yan. - Isso é brincadeira? - Isso é sério. Com isso eu posso ver qual o seu elemento principal. O garoto atendeu. Assim que o cinto estava bem justo no seu pescoço, Heides checou o aparelho. No mostrador, havia um grande ponteiro, como num relógio, e um menor, separado do principal. O ponteiro deveria apontar um dos quatro elementos, e o pequeno variava apenas entre luz e trevas. Quando Heides o acionou, o ponteiro grande girou completamente sem parar, enquanto o menor batia de um lado para o outro. - Hnn... Muito estranho... - Ele saiu da sala novamente e voltou ao armário. Yanazake pôde ouvir um som de rangido vindo de lá, seguido de um baque surdo. Provavelmente um baú velho. Quando Heides voltou, ele segurava outro aparelho como o que ainda estava no pescoço do Ligre. - Vamos, troque isso. Assim fez o garoto. Heides repetiu o processo, mas o aparelho apresentou o mesmo resultado. "Muito estranho mesmo..." Ele fez um gesto com a mão esquerda, e da maleta saiu um pequeno bloco de anotações e uma caneta bico de pena. Com outro gesto, o bloco se abriu e a caneta começou a escrever sosinha. - O que é? - O aparelho não está dando um resultado. Isso pode significar... Vamos, retire isso. Yanazake retirou o outro aparelho e entregou a ele. Ele guardou os dois na maleta e retirou de lá uma mistura de tiara com visor. Ela tinha três penas rubras de um lado, que pareciam estar manchadas por um líquido escuro, e um tipo de óculos que tapava totalmente a visão do ligre. - Mantenha os olhos abertos e me responda... Você tem múltipla personalidade? - Não que eu saiba... A parte das penas que não estavam cobertas pelo líquido escuro brilharam um pouco. - Humm... Então você por acaso já quis ser ou se fez passar por outra pessoa? - Bem, se os jogos de RPG contam, sim, já. As penas brilharam novamente, como antes. - Interessante... - Ele estalou os dedos e a caneta escreveu um pouco mais no bloquinho. - Você já teve algum sonho em que era alguém totalmente diferente? - Eu... acho que sim. Novamente as penas brilharam. - Ótimo! E agora, a última pergunta. Você é esperto? - Claro que sou! A parte manchada das penas brilhou um pouco, com um tom escuro. - Ahahaha! Ótimo, ótimo! Essa última foi só para ver se o aparelho estava funcionando direito, e está. Agora vejamos... - Heides pegou todos os aperelhos e guardou. Pegou o bloco e a caneta, terminou de escrever ele mesmo as anotações e guardou-os no bolso. - O que há de tão engraçado? - Nada, nada. Eu apenas suspeito de que você tenha um dom ótimo para trasformação. - Como é? - Isso quer dizer que você pode transformar seu corpo quase que completamente. Mas eu ainda preciso fazer mais testes, e se eu confirmar minhas suspeitas, você vai fazer sua primeira missão amanhã mesmo, depois de um treino rápido. - AHN?? - Não se afobe! Vá comer algo, descançar, e amanhã veremos isso. - Er... Tá... Já era noite e Yan já estava adormecido. De um dos cantos escuros do quarto, Heides saiu como se estivesse esperando ali mesmo antes do ligre entrar. Ele se aproximou sem fazer ruído algum, e colocou a mão, vestida com uma estranha luva metálica com uma pedra que lembrava um olho na palma, sobre a cabeça do garoto. Ele pôde ver a mente do jovem fazendo isso. Não demorou muito, e ele encontrou o que queria. Se afastou e sumiu no canto escuro de onde havia saído. No dia seguinte, assim que Yanazake levantou, o dragão-fada gritou pelo nome dele. Ao chegar na cozinha, ainda sonolento, ele escutou o que Heides tinha a lhe dizer. - Eu estava certo, você pode mesmo se transformar com facilidade! - Certo, e daí?... - Daí que você tem os melhores disfarces que qualquer um podera fazer! Acorde garoto, isso é uma ótima arma para fugas, sem contar que também pode ajudar em várias outras coisas! - Ahn, é...... Uh... Você disse que eu posso mudar quase todo o meu corpo... O que você quis dizer exatamente com isso? - Depois você vai ver. Tome café logo, se arrume e coloque uma roupa leve! - Tá bom, tá bom... Depois de aproximadamente meia hora, Yanazake estava completamente acordado e usava apenas uma bermuda. - Tá bom assim? Heides deixou escapar um riso - Sim, está ótimo. - "Isso vai ser hilário!" Pensou ele. - Certo o que eu faço? - Assim como a magia, a transformação precisa de energia, mente e conhecimento. No seu caso, em grande parte o conhecimento pode ser deixado de lado. A primeira coisa a fazer é ter energia fluindo por todo o corpo. - Certo... - O garoto fechou os olhos, e logo seu corpo estava envolto por uma fraca aura. - Muito bem, agora, o que você tem a fazer é mentalizar a forma que você quer ter e fazer a energia fluir rapidamente de uma ponta a outra, como se um balde de água caísse sobre você. - Não tinha um exemplo melhor? - Não! Agora vamos tentar algo fácil, como sumir com as suas listras. Imagine-se sem listras. - Eu vou acabar virando um leão... - Vamos, faça o que eu digo! Yanazake obedeceu, ele se sentiu como se tivesse alguém tivesse lhe jogado um balde de água quente. Quando briu os olhos, viu que Heides estava tentando segurar uma eminente gargalhada. - O que há? Parece que deu certo. Eu não vejo minhas listras... - Ahahahahaha!! E eu não vejo sua bermuda! AHAHAHAHA!!! O garoto se escondeu atrás de uma das poltronas - O QUE HOUVE?!! - Eu esqueci de dizer, se você não incluir as roupas no imagem na sua cabeça, elas não vão aparecer na transformação! Ah, mas foi muito engraçado!! Aahahaha! Assim que ouviu isso, Yanazake refez a transformação. - Palhaço... Sem mais brincadeiras idiotas!! - Tudo bem, tudo bem! Aah... Olhe, você pode, depois de treinar um pouco, fazer transformações que mudem bastante o corpo. Pode parecer um animal, ou aumentar seu tamanho. No entanto, se você não puder prender a respiração por muito tempo, não poderá se transformar num animal aquático, se não tiver membros fortes, não poderá voar com uma ave, sem auxílio da magia... - Certo, acho que eu entendi... E o que eu tenho que fazer hoje então? - Você vai tirar informações de alguém. - Isso está ficando estranho... De quem, e como? - De um funcionário da empresa VargTech. Você vai usar seu... "Charme", hehe. - Não estou gostando nada disso... Por que eu tenho que fazer isso? - É lá que está a primeira Safira. - Está louco?? A segurança lá é muito forte! Como você acha que eu vou conseguir pegar a pedra? - Calma... Eu lhe explicarei tudo até a noite. [Episode 5 - Encontros] Durante o dia, Yanazake treinou transformações enquanto Heides explicava para ele o que ele teria que fazer. - Você tomou chá de cogumelo se acha que eu u fazer isso! - Que há, eu já te expliquei que a transfomação não vai te alterar por completo! - Não, não, não e NÃO!! - Ah, vai sim, ou então eu vou me encarrgar de te obrigar! Não podemo fazer um ataque direto conra aquele lugar e roubar a Safira! - AH È?? E como você vai me obrigar? Heides gerou uma grande esfera faiscante atrás de si. Era do tamanho de uma bola de praia! - Me convenceu! - Menino esperto... Já era noite quando Yan e Heides estavam à espreita perto da saída da garagem da VargTech. Eles estavam esperando que aquele lobo ruivo saísse do trabalho. Assim que o avistaram, Heides puxou Yan pelo braço e os dois sumiram nas sombras. Sem que o lobo soubesse, Ele estava sendo seguido pelo ligre e pelo dragão-fada. Após aguns minutos de persegição - Ele corria na moto como um louco - viram o lobo parar numa boate. Heides e Yanazake tentaram entrar, mas foram barrados por um panda logo na entrada. - Ei, vocês! Documentos! - Como é? Yanazake falou baixo para Heides que era preciso ter mais de deziuto anos para entrar ali. Heides se virou par o Panda. - O que há? Será que um anão não pode mais se divertir nessa cidade?? - HAH! ESSA DESCULPA FOI PÉSSIMA! Sumam dqui vocês dois! Yanazake já estava se virando quando Heides fez com que parasse. - Escute bem aqui, pirralho - e puxou o panda pela gravata - Eu e minha companhia temos idade o suficente para entrar aqui, portanto, saia a frente! Heides olhou dretamete nos olhos do panda, e de alguma forma, parecia hipnotizá-lo. - Uh... Certo, senhor. Pode passar. - Muito bem... Ao entrarem na boate, Heides mandou Yan seguiro plano, e os dois se separaram. Yanazake foi atrás do lobo, enquanto Heides procurava um local para assistir ao "espetáculo". O ligre foi até o bar, sentou-se perto do lobo e pediu um refigerante. Logo ele notou o ligre, que graças ao plano e Heides, estava parecendo uma fêmea... Estava usando um vestido branco, bem simples pelo menos. - Hmmm... A gatinha tem nome? Yanazake ficou com vontade de enforcar o lobo, mas se controlou e tentou invetar um nome para não ser descoberto. - Ahn... Meu, meu nome é... Luna, isso, pode me chamarde Luna... - Que nome mais bonito! É quase tão lindo quanto você... "Minha nossa, não acredito que esse idiota está caindo nessa!" - Yanazake pôde ouvir a voz de Heides dentro de sua cabeça, dizendo-lhe pra manter a calma e jogar o jogo dele. - Er, obrigada... - Você só vai tomar esse refrigerante? Eu posso te pagar um delicioso jantar. - Sério? - Os olhos do ligre brilharam. - Ah sim, uma comida de qualidade, muito melhor do que a que servem aqui. Está a fim? - Claro! Ahn, se não te custar muito... - Você vai ver que nada me custa muito, belezinha. "Argh, esse cara tem umas cantadas péssimas!" - Err... tudo bem então. - E yan forçava um sorriso pra o lobo. De longe, Heides e divertia um bocado com a situação. Quando viu que eles estavam indo embora, tentou segui-los, mas foi segurado por uma coelha meio bêbada. - Olha, não sabia que crianças podiam entrar aqui! - Me solte mulher! Eu tenho que... - só depois Heides havia prestado atenção à coelha. Ela usava roupas sensuais e tinha um belo corpo. - Tem que o quê? Huhuhu... Você até que é bonitinho com esse jeito dark, sabia? - Mas o quê?... Me solte agora! - Ele tentou usar hipnotismo novamente, mas ela estava muito bêbada para funcionar. - Olha, como você é nervosinho... vou dar um jeito de te acalmar, vem! - Ela o arrastou para fora da boate, e levou até o carro dela... Já longe da boate, o lobo levava Yan até sua casa. - Nossa, você tem que ir tão rápido? - Yanazake segurava o vestido para que não levantasse, e tentava se segurar na moto - E afinal, qual é o seu nome? - Você pode me chamar de Vincy. Eu gosto de correr na minha moto. É bom você se segurar bem para não se machucar! - Ele empinou um pouco a moto na rua vazia, obrigando Yan a se segurar melhor; No lobo, infelizmente. - Isso, melhor assim, não? "AGH! EU MATO O HEIDES POR ISSO!! E ESSE CARA TAMBÉM!!!" Ao chegar na casa do lobo, Yan estava começando a ficar muito nervoso e queria voltar ao normal logo. - Bem, você gosta de comida Rylaniana? - Eu... Nunca provei... Mas ouvi falar de uma bebida qu eles fazem. Tenho curiosidade quanto ao sabor, sabe? - Hmm... Acho que a noite promete. - Ele deu um sorriso mostrando todas as presas. Yan forçou um sorrisinho amigável novamente - "se eu conseguir embebedar ele vou sair dessa numa boa!" - O lobo pegou o telefone e ligou para um restaurante Rylaniano. Enquanto isso, o ligre foi para a janela ver se Heides estava por perto, mas nem sinal dele. De súbito, Yanazake foi agarrado pelo lobo. - Bem, eu já fiz o pedido... Que tal se a gente se conhecesse melhor enquanto a comida não chega? Hnn? O pavor tomou conta do garoto naquela hora, e quase que por instinto, ele deu um choque tão grande do lobo que toda a parte azul de sua pelagem brilhou num tom púrpura claro. O lobo caiu desmaiado, e Yanazake ficou meio tonto. Logo em seguida, ele olhou para o tal Vincy e uma ânsia lhe embrulhou o estômago, fazendo-o correr para o banheiro. Não muito tempo depois, Heides surgiu no quarto. Ele estava todo desarrumado, provavelmente graças ao encontro com a tal coelha. - Aaagh! Da próxima vez, VOCÊ faz o plano! Que tipo de loucos existe nesse lugar que não se pode nem usar magia neles?? Yan saía do banheiro, ainda um pouco tonto. - Parece que você também teve problemas... - Problemas? Me parece que a festa aqui foi muito boa, se é que posso dizer! - ele olhava para o lobo desmaiado no chão, e falava com sarcasmo. - Você ainda me paga por isso... - Yanazake foi procurar nos bolsos do lobo por alguma identificação. - Aliás, como você me achou? - Você liberou muita energia. Deu pra sentir onde você estava. Vai aprender isso também, mas naturalmente. Bem, você ao menos pegou a informação dele? - Estou pegando agora... - Ele tira um celular e a carteira do bolso do lobo - Esse cara se chama Vincent Varg, ele é... VICE-PRESIDENTE? Eu apaguei o vice-presidente da VargTech?! Eu vou ser preso por isso! - Não se preucupe, vão procurar uma garota de cabelo e listras azuis... Você conhece alguma assim? - AAAH!!! - Ele volta à forma normal e começa a ficar vermelho de raiva. - Ué, eu achei que você estava se acostumando à essa forma já, hehehe. Bem, voltando ao serviço... Que mais tem aí? - Hnf... Tem um cartão de identificação, que deve servir como chave para alguns lugares e... - Ele checa a lista de telefones - Vários telefones de mulheres... Espera, tem um que pode nos servir aqui! "Nerd dos computadores"... Está marcado com um símbolo de "trabalho". - Bem, esse é o próximo da lista. Ache um jeito de falar com ele e vamos embora. Já na casa de Heides, eles pensavam no que fazer para conseguir informação de um jeito menos perigoso. - Bem, podemos marcar com ele dentro da empresa e tentar arrancar as informações dele. - Ou você pode usar um "charminho" novamente... - NEM VEM SEU BESTA!! Se alguém tiver que se vestir de mulher aqui, esse alguém vai ser você! - Claro, como se você pudesse me obrigar... - ... Eu odeio você... - Voltando, você pode se transformar no tal Vice-Presidente e falar com ele. Acho difícil que ele não tenha medo do tal Vincent. - É, essa idéia é melhor. Façamos isso então. Amanhece, e os dois se preparam pra uma invasão à empresa VargTech. Yanazake se trasformou numa cópia exata do lobo que ele atacou na noite passada. Heides mudou pra sua forma original, de Dragão Fada - Diferente de Arthemis, ele parecia ter asas escuras de mariposa. - e se escondeu na roupa do suposto lobo. Antes de começarem, Yan ligou para o telefone daquele a quem Vincent chamava de "Nerd dos Computadores". - ... O-olá, Senhor Vincent... - O Ligre pôde ouvir a voz tremula de um garoto que poderia ser tão novo quanto ele. Yan pigarreia - Oi rato de computador. Heides saiu pela gola da camisa de Yan e perguntou por que ele havia dito aquilo. Ele respondeu que estava tentando ser convincente, pois parecia que Vincent não tratava os empregados muito bem... - Hahaha...! Ótima piada, Senhor, gostei mesmo! - Ele parecia não se importar muito com o insulto. O palpite de Yan provavelmente estava certo. - Certo, certo... Escute, preciso falar com você. Me encontre na porta da Empresa. Estou indo praí. - Mas Senhor... - Está me questionando?? - Não, não!... Farei como pede. Nos vemos daqui a pouco. O garoto desliga o telefone e Yanazake segue para a empresa. Ao chegar lá, ele avistou um jovem tigre de pêlos e cabelos dourados, trajando um jaleco, e usando óculos redondos. O garoto acenou quando viu seu "chefe". Yanazake se aproximou dele... - Queria me ver, Senhor?... - Sim, tenho uma pergunta pra você. Vamos entrar e procurar um lugar mais reservado. - Tu-tudo bem. Vamos até a minha sala de pesquisa. - Como é?... - Ah, bem... Se preferir outro lugar... - Não, tudo bem. Mostre o caminho. Os dois adentraram a gigantesca edificação e andaram por alguns corredores até chegarem na porta de um elevador. O tigre pegou um cartão igual ao que Yanazake havia achado com Vincent. A porta se abriu, e ao entrarem, Yanazake notou alguns botões diferentes no painel. O garoto apertou o último deles e o elevador começou a descer. - Bem... Acho que posso fazer a pergunta aqui mesmo... - E qual seria ela, senhor? - Você já viu alguma jóia azul em algum lugar aqui na empresa? - ... Que tipo de pergunta é essa? O senhor sabe que a pedra é um item com nível de segurança sete. Yanazake fez um olhar de desaprovação à resposta do garoto. - Er, desculpe... Mas por quê está perguntando sobre a pedra agora, senhor? - Não é da sua conta. - Sim, sim, o senhor está certo... Desculpe me intrometer... O elevador parou e assim que a porta abriu, Yan pôde ver um lugar totalmente diferente da empresa que todos podem ver ao passar por ela na rua. Equipamentos estranhos, e aparentemente de uma tecnologia nada comum estavam por todas as salas do andar. Os cientistas tentavam manipulá-los e estudá-los como podiam. - Bem, eu gostaria de ver a pedra... Em qual sala ela está? - Por aqui, Senhor. O tigre guiou Yan até uma grande porta blindada, com um painel de identificação de cartão, assim como o do elevador. - Poderia abrir o portão, Senhor? - Abra você. Eu esqueci meu cartão em casa... O garoto estava começando a suspeitar um pouco de seu "chefe", mas como sempre ouvia outros funcionários falar que ele era muito soberbo, ele deixou passar. Após passar o cartão e colocar sua mão sobre um painel de identificação, o portão se abriu. Lá dentro, entrustada numa enorme parede de metal, com linhas que pareciam "veias" de energia ao seu redor, estava a Safira, seu brilho pulsando como um coração. - Sim, aí está... A propósito, qual seu nome, garoto? - É Isaac, senhor... - Bem, Isaac, eu vou levar esta pedra. tenho alguns assuntos a tratar quanto a seu uso. - Tudo bem. Para retirá-la, você só precisa colocar a mão no painel de identificação que está logo abaixo dela. Yanazake sentiu um grande medo de que o painel não o aceitasse, pois a transformação certamente não era perfeita... Mesmo assim, ele deu passos lentos até a Safira. Neste instante, o verdadeiro vice-presidente chega na empresa, parando sua moto nos portões principais do edifício. Ele está com uma aparência muito ruim, com as roupas desarrumadas e amarrotadas, olheiras, e uma forte dor de cabeça. - Senhor Vincent?? O senhor já não havia entrado junto com o garoto dos computadores?... E o que houve? Você está pessimo! - SHEILA - ele bradou para a atendente - Não seja idiota, Eu acabei de chegar!! - Como é?... Pode me mostrar seu cartão então? - Roubaram meu cartão de identificação ontem, ele não está comigo! - Tem algo de errado acontecendo aqui... - Isso mesmo! E que história é essa de que eu já havia chegado mais cedo?? - Uh... - Imprestável... Rápido, preciso de um cartão!! - Mas... Um cartão como o seu, só o seu pai possui... - Então CHAME ELE!! - Mas ele está numa reunião impor... - Ela foi interrompida pela disparada do Lobo pelos corredores da empresa. Ele entrou no primeiro elevador comum que achou e foi até o último andar. Quando saiu do elevador, uma outra atendente tentou falar com ele. - Olá Senhor Vincent! - Não enche, estou com pressa! - Espere, não entre aí! Seu pai está numa reunião importante... - CALADA!! Ele abriu as portas da sala de reunião com um chute, e se dirigiu diretamente a seu pai, o Presidente da empresa VargTech, Cornellius Varg. - Pai, preciso do seu cartão, alguém está invadindo a empresa fingindo que sou eu, e está com o meu cartão! - Do que está falando?? E como pôde interromper a... - NÃO ME OUVIU?? Tem alguém com o Pirralho Hacker!! - Não entendo nada do que você diz, filho, fale mais claramente! Ele se aproximou do pai e falou bem baixo, só para que ele ouvisse - O garoto que trabalha no nível 7, com a pedra! - Tem certeza absoluta disso?? - Temos outro pirralho nerd no prédio? - Muito bem, Senhores, a reunião foi cancelada... Marcaremos uma nova data para continuarmos a discussão. - Eles sairam da sala e foram diretamente para um elevador oculto no fundo da sala de reuniões. - Espero que isso não seja brincadeira sua... Sua grande entrada pode ter me custado um grande negócio! Olhe só pro seu estado! - Que se dane minha aparência! Ande, alerte a segurança!! Neste momento, Yanazake estava encostando a mão no painel, que o rejeitou e ativou o alarme. - Eu sabia, você não é o Vice-presidente! Heides falou baixo o suficiente para que só o ligre ouvisse. - Vamos, destrua essa parede e pegue a Safira, é a única chance! - E yan o fez. Arrancou o pedaço da parede em que estava a Safira junto com vários fios utilisando magias para aumentar sua força, mas não conseguia retirar a jóia da peça em que estava. Isaac ficou paralisado de medo ao ver seu suposto chefe arrancando um pedaço enorme da parede. Enquanto Yan continuava tentando arrancar a Jóia do escombro, a segurança chegou, junto com o verdadeiro Vincent e seu pai, Cornellius. Todos ficaram surpresos ao ver um clone do lobo tentando roubar a Pedra. - Viram, eu disse! - Guardas, peguem-no! - gritou Cornellius. Ao se ver sem saída, Yan pegou o pedaço da parede e voou baixo abrindo caminho por entre os guardas, quase sem ação por ver alguém voando com um pedaço de concreto e metal enorme nas mãos. Ele voou para o elevador de onde veio e lembrou que não tinha como abrir a porta sem um cartão - mal lembrava que havia roubado o cartão de Vincent. Estavam todos tentando seguí-lo, e o primeiro a aparecer foi o Lobo cinza. - Pare ou atiro em você! Ele sacou uma pistola. Ao se virar, Yan e Heides puderam ver Vincent pronto para disparar, e por reflexo, o Dragão fada criou um escudo de energia dourado ao ouvir o disparo. O tiro de alguma forma rebateu na defesa de Heides e atingiu diretamente uma lâmpada próxima, fazendo com que ela explodisse. Os dois ficaram parados, um olhando para o rosto do outro. Os guardas chegaram e Yan teve que destruir a porta do elevador também. ele subiu alguns andares voando e , com a ajuda de Heides, carregando a pedra com a Safira. Quando finalmente chegaram ao térrio, tiveram que abrir caminho por outra porta de elevador. Heides se escondeu novamente e Yan correu através do saguão para a saída, mas uma barreira de guardas o aguardava. - Saiam da frente, vocÊs não têm nada a ver com isso! Ele criou um escudo envolvendo seu corpo e fez a mesma coisa que havia feito com os outros guardas, passou derrubando-os como uma locomotiva sem freios. Eles estavam tentando fugir, mas os gua]rdas da empresa e a polícia local já estavam atrás do ligre. Heides mandou ele entrar em uma esquina qualquer. Yan obedeceu, e quando os guardas tentaram seguí-lo, a única coisa que acharam foi um tipo de nuvem de pó brilhante se desfazendo no ar. [Episode 6 - Twin Crosses] Heides havia aberto um portal diretamente para sua casa. Dentro da sala apertada, ele e Yanazake tentavam remover a Safira do grande pedaço de concreto e metal. - Olha, eu não consegui abrir essa coisa na hora, e não estou conseguindo agora... Já deu pra ver que ela não vai sair daí na força bruta. - Bem, eu posso tentar usar eletricidade. - Por que você não me disse isso antes?? Eu podia ter arrancado ela numa boa! - Não, provavelmente seria preciso muita energia para entortar o metal o suficiente para que pudéssemos retirá-la. - Então tenta você oras... - Ainda assim, deve dar trabalho. vou ser mais direto... Heides ergueu seu báculo. Ele e o pedaço de parede foram envoltos por uma aura púrpura. Sem prévio aviso, a pedra começou a rachar e o metal a se contorcer, ambos se afastando da Safira. Ela começou a flutuar e Yan a agarrou. - É, isso poderia funcionar... Gravidade pela magia das Trevas? - Oh, mas que aprendiz esperto! Vai ganhar uma estrela dourada! - Por que eu...? Vamos, seja um pouco mais sério! Estou começando a sentir falta do Arthemis... - Claro, eu finjo que acredito. - Agora eu tenho que colocar a Safira naquele ovo dourado, certo? - Sim. Enquanto você faz isso, eu vou tentar descobrir a localização da próxima Safira. Dentro da VargTech, na sala do presidente, Cornellius Varg recebia péssimas notícias do chefe da guarda... - Ainda não encontramos o fugitivo, Senhor... É quase como se ele tivesse desaparecido no ar. - Continuem procurando, ora essa! - Pai, ele estava igual a mim, mas ontem eu fui atacado por uma garota. Ela era uma felina de pêlos amarelos e listras e cabelos azuis. Eles podem ter agido juntos. - Isso é verdade. Filho, tenho de falar com alguém. Deixarei esse assunto em suas mãos. - Senhor Vincent, você poderia descrever melhor essa garota? - Claro! Ela tinha 1,68 de altura, com aparência de 16 ou 17 anos... Enquanto isso, Cornellius retirava-se de sua sala e dirigia-se para a garagem. Seu chofer já estava esperando-o ao lado do carro, Ali. - Está saindo cedo hoje, Senhor. - Sim, ocorreu um grande imprevisto. Leve-me ao Santuário no centro da cidade o mais rápido possível. - Não sabia que o senhor rezava... - Apenas leve-me até lá. E assim foi feito. Cornellius Varg saiu de sua empresa e foi diretamente para o Santuário. Ele atravessou os grandes portais e andou até o altar. Um coelho sacerdote logo se aproximou. - O que buscas, meu filho? O lobo olhou em volta para ter certeza de que não havia ninguém além deles dois no lugar. - "A luz das Cruzes Gêmeas Purificará a todos nós". O sacerdote lapino dicou calado por alguns segundos e pediu a Cornellius que o acompanhasse para uma sala mais reservada. - O que o traz aqui, irmão? - Preciso falar com Vossa Santidade. É um assunto de ex... - O coelho o interrompeu. - Impossível, apenas os cardeais, e alguns arcebispos podem se dirigir a Vossa Santidade. - Como eu estava dizendo antes que me interrompesse, é um assunto de extrema urgência. Tem a ver com a Safira. - Ah, então era você quem estava cuidando da Safira. Recebi ordens para levá-lo até Vossa Santidade assim que viesse. Eles então seguiram um longo caminho até chegarem a uma porta de aparência muito antiga e pesada, feita de madeira. Ela guardava uma imensa escadaria que parecia levar para [cômodos subterrâneos] do lugar. Os dois desceram calmamente o caminho mal iluminado por tochas durante alguns segundos. Ao final da caminhada, uma porta de metal mais antiga, e mais pesada os aguardava. Cornelliusentrou sozinho. Dentro do Salão em que o lobo entrou haviam vários pilares muito grossos, alguns deles com tochas, e ao fundo, duas grandes piras ardendo, sendo elas a principal fonte de luz do lugar. No centro, havia um coberto por um véu, onde podia-se ver a sombra de um trono. Aparentemente, havia alguém sentado nele. Uma voz rouca e um pouco fraca pediu a Cornellius que ele se aproximasse. O lobo obedeceu e se ajoelhou diante da figura desconhecida. - Muito obrigado por me receber, - De pé, meu filho... - O lobo ergueu-se. - Senhor, infelizmente trago péssimas notícias... - Tem a ver com a Safira?... - Sim meu Senhor, ela foi... - Roubada, certo?... - S-sim, e o ladrão conseguiu fugir... - Já esperava por isso... - Que quer dizer, Santidade?? - Uma das Safiras foi ativada por alguém, e a nossa reagiu... Cedo ou tarde esse alguém apareceria para tentar pegá-la... - Mas não precisa se preucupar! Eu tenho os melhores detetives procurando esse... - Idiota! Preucupe-se apenas em estudar os dados colhidos até agora. Sei bem como cuidar desse ladrão... E você, pode se retirar agora... - E-entendo... Com a bênção de Vossa Santidade, me retiro. - Que as Cruzes Gêmeas o protejam... Cornellius saiu da sala pela mesma passagem que entrou, e assim que fechou a porta, dois jovens leões trajando roupas brancas e negras num estilo gótico sairam de um canto afastado da sala, seguindo para o ponto onde estava o lobo. - Minhas crianças, vocês têm uma safira a recuperar... Não falhem, pois o reinício está chegando... De volta à VargTech, Vincent começa a se sentir muito mal... - Droga, que mal estar é esse?... - Ele resmunga. - Senhor Varg, está se sentindo bem? O senhor não está com uma aparência muito boa... - É claro que estou, guarda idiota... - Ele desmaia em cima da mesa - Minha nossa, acorde Sr. Varg! Deus, ele está queimando em febre... Alguém chame uma ambulância, rápido!! Em seu retorno, Cornellius vê um helicóptero saindo do topo do prédio. Ele entra e se dirige à recepcionista. - O que raios está acontecendo aqui?? - Parece que seu filho está doente, senhor... - O quê? Rápido, ligue-me com a sub diretoria. - Ela passa a ele o telefone de trás do balcão - Alô, Richard? Garoto, eu e meu filho vamos nos ausentar por algumas horas. Deixo o comando da empresa em suas mãos enquanto isso. - Sério?! Quer dizer... Pode deixar comigo Senhor! - Ele desliga o telefone e todos que estavam perto da sala do jovem empresário podiam ouvir muito barulho, como se alguém estivesse dando uma festa. Cornellius então sai da empresa novamente, fazendo o motorista parar quando já estava quase saindo para estacionar a limusine. Ele manda o Jovem seguir para a Clínica Toruga, onde seu filho provavelmente estaria. - Primeiro, o item mais importante de nossas pesquisas é roubado, e agora Vincent está doente... O que está acontecendo com esse dia? Já dentro da Clínica, e encaminhado ao quarto onde seu filho estava, Cornellius se depara com uma cena completamente inesperada; Vincent Está se debatendo na cama, enquanto duas enfermeiras tentam segurá-lo, enquanto uma terceira tenta socorrer o Médico que estava tentando exáminá-lo, mas parecia ser tarde demais. Seu corpo já estava sem vida, como se algo - ou alguma coisa - tivesse atacado-o. Cornellius já estava ficando furioso com tantos acontecimentos estranhos. - Soltem-me! Fiquem longe de mim! - Vincent gritava. - Afastem-se... Ele precisa de um tratamento especial para se acalmar... - Cornellius se aproxima e bate com força na cabeça de seu filho usando sua bengala, quebrando-a. O lobo desmaia e as enfermeiras, mesmo assustadas, começam a prepará-lo para os exames. - Certo... Agora alguém pode me dizer o que houve aqui? - Não sabemos... O Doutor se aproximou da cama e ao encostar nela, ele pareceu levar um choque muito forte. - Respondeu a terceira enfermeira. - Hmm... Muito estranho... Enquanto isso, Heides ainda pesquisava onde estaria a próxima Safira, até que... - HEIDES! Rápido, vem até aqui! O dragão fada logo chegou à pequena sala onde Yanazake estava, junto com as safiras. - O que há, garoto?? Esqueceu que estou ocu... Pa... - As safiras estão reagindo! Isso é ruim?? - Não. Bem, eu espero que não... Heides mal terminou de falar e o ovo com as duas safiras projetou um tipo de imagem no ar, mostrando um grande prédio com aparência antiga - Provavelmente um museu - que logo desapareceu. - Isso... Foi algum tipo de pista? - É óbvio seu idiota! As safiras estão ligadas umas às outras! Mas onde fica esse lugar, droga...? - Ele volta para seu quarto e continua pesquisando para descobrir onde encontrar a próxima gema. - Esse prédio... Eu sei que já vi em algum lugar... - O ligre pensa um pouco, e corre em direção ao quarto de Heides, para dizer a ele o que sabe. - Ei, baixinho! Eu sei onde fica aquele prédio! - Como é? Com que autoridade você pode se referir a mim como "baixinho"?? - Presta atenção! Tem algum computador por aqui? - Não... Já foi difícil alugar essa casa, sabia?... - Droga. Eu queria confirmar se aquele prédio era o Museu Sapir. Ele fica em Crafen. - Por que não disse antes? Isso é fácil! - Heides pegou um pequeno espelho, e ficou ao lado de Yanazake, para que ele também pudesse ver. - Preste atenção. Você disse Crafen, certo? - É... Espera, como você fez esse mapa aparecer no espelho? - Crafen... Certo, onde aproximadamente seria esse tal museu? - Acho que perto do centro do país... Tem uma enorme estátua não muito longe do museu... - Quanto mais eles buscavam o local certo e mais Yan se lembrava do lugar, nais a imagem no espelho se aproximava de um ponto específico, até que eles puderam ver a estátua de um homem vestido como um rei e com um ar . - Sim, esta é a estátua! - Ótimo, este é o nosso ponto de referência. - A imagem no espelho escureceu e depois voltou a apenas refletir a imagem de Heides e Yan. - Durante a viagem, eu vou terminar de treinar você, já que não temos como ir imediatamente para lá por enquanto. - Como assim "não tem como ir imediatamente"? E o teletransporte que você usou na fuga com a safira? - Eu preciso de um local que eu já tenha estado, ou de algum item mágico especíico no lugar para onde eu gostaria de ir. No caso dessa fuga, todas as minhas coisas estavam dentro dessa casa, eeu já estava aqui a algumas semanas. - Tudo bem... E como nós vamos viajar? - De barco, assim que você me ajudar a colocar tudo naquela sala. - Que sala? - A por onde você chegou aqui, ora essa! - Mas não tem entrada... - Agora tem, e ande logo que temos que chegar lá o mais cedo possível! Ah, e mais uma coisa - Yan já estava pegando alguns dos livros que continuaram espalhados pelo lugar quando Heides o interrompeu - Você vai arrumar tudo com magia, porque seu treino não teve pausa alguma ainda. - Certo, certo... Eu realmente sinto alguma falta do Arthemis - murmurou o ligre. Enquanto isso, Vincent, seu pai e Isaac estavam na mansão da família Varg; O jovem lobo ainda estava de cama. - Vincent, preciso contar-lhe uma coisa. - O que há, velho? Não me venha com sentimentalismo agora. já disse que estou bem. - Por favor, preste atenção. Aquela gema que foi roubada, como sabe, não é apenas uma pedra com valor monetário. Ela possui poderes que estão além da nossa compreenção. Descobrimos um jeito de usar sua energia, e tentamos por várias vezes encontrar um efeito positivo em nós, Kemo... Nunca tivemos sucesso. Mas ao ouvir o que a enfermeira disse sobre o que aconteceu ao doutor que tentava examiná-lo, eu notei que era algo muito próximo do que alguns documentos que encontramos durante em escavações relatavam quanto ao uso da safira. - Onde diabos quer chegar? - A algum tempo, eu pedi para que Isaac tentasse fazer algo que pudesse usar a energia da safira como poder de fogo. - E eu pude fazer uma pistola especial! Ela... - Calado garoto! - Desculpe-me, senhor Varg... - Pistola?... - Sim filho. Sem a safira, ela era inútil para nós, mas talvez possamos adaptá-la para que você a use e tente recuperar o que nos roubaram... - ... PHWAHAHAHA!!! Eu nunca tinha escutado tanta idiotice antes!! - Cornellius acertou Vincent com uma outra bengala, já que tinha quebrado a anterior na cabeça de seu filho - EI! Que há?! - Isto não é idiotice. Aquela pedra pode dar-lhe tudo que quizer, e precisamos reavê-la, pois quem a roubou não é o único que está interessado nela... - Como é, tem mais?? - Eu não posso falar sobre isso. Pesso apenas que descanse para que logo possamos fazer o teste com essa pistola. - Certo velho, eu vou fazer o que pede, mas apenas porque estou curioso com essa tal arma. [Episode 7 - ??] [melhorar início] Um novo dia amanhece, e Yanazake e Heides já estão quase prontos para seguir viagem para Crafen. Eles organizaram toda a mobília e o equipamento do dragão fada dentro do salão por onde Yan havia chegado a Metapolis. Depois que tudo estava pronto o dragão pediu para que Yan saísse da sala. Assim que Heides saiu também e fechou a porta, ele tirou de um bolso algo parecido com uma caneta, idêntica ao seu cajado. Ele a colocou na fechadura da porta, que desapareceu assim que o pequeno báculo foi retirado. - Garoto, me traga aquele malão que pedi que deixasse separado. - Esse aqui?... - Mesmo que estivesse sentindo o corpo todo dolorido por estar tanto tempo gastado energia com magia, ele trouxe flutuando uma mala grande, que até ele caberia dentro. - Essa mesma. - Heides se aproximou do malão e o trancou usando o mini báculo. Quando o destrancou e abriu, ele apenas disse "ótimo" e o trancou novamente. - E agora? - Agora nós vamos comprar nossas passagens, e descançaremos no navio um pouco esta noite. Amanhã seu treinamento continua. - Eu espero que realmente possamos pegar o navio hoje, porque se não pegarmos, onde vamos dormir? - Sempre tem um jeito, fique frio. - E com que dinheiro vamos comprar as passagens? - Com o do Arthemis, óbvio! - O dragão fada dá uma risada com um toque de maldade. Enquanto isso, de volta à empresa VargTech, Vincent, Cornellius e Isaac estavam de volta à sala onde ficava a safira. - E então garoto, você disse que esteve trabalhando a madrugada inteira para terminar de ajustar a arma... Espero que tenha boas notícias. - V-vocês vão adorar! - o garoto não parecia estar muito bem. Ele tinha grandes olheiras e estava visívelmente esgotado. Ele foi até um cofre escondido numa parede à direita do buraco que havia no fundo da sala e tirou de lá uma pequena caixa. - Eu não sei se esse moleque está gostando de trabalhar aqui ou se ele está ficando maluco por trabalhar tanto. - Bem observado. Se ele fez um bom trabalho pelo menos dessa vez, darei férias para ele. - Heh, parece que você está amolecendo, velho. - Aqui senhores, apresento-lhes a Wiver II! - ele abriu a caixinha, e dentro dela, estavam acomodadas duas pistolas negras com alguns detalhes cromados. - Duas pistolas? - Cornellius se surpreendeu completamente. - Não cara! Duas obras primas! Elas são lindas! - F-fico feliz que tenham gostado, pois eu passei a noite inteira fazendo uma cópia, para que o Senhor Vincent tivesse um maior aproveitamento de suas novas habilidades. - E com que verba você fez essa segunda arma?? - B-bem... E-e-eu... - Desencana, velho, o garoto está certo. Se é para atirar em quem se intrometer, duas pistolas são melhores que uma. Cornellius ainda não gostou do que o garoto fez, mas teve que concordar. Isaac parecia aliviado ao ouvir o comentário de Vincent. - P-por favor senhor, teste uma das armas. O lobo pegou uma das pistolas e a examinou de todos os ângulos. Logo ele notou que no lugar do haviam duas com alguns símbolos. - Ei, o que significa isso aqui? - Ah, é o tipo de tiro a ser disparado senhor. Acho que está selecionado "gelo" neste momento. - Uh??... - Apenas atire, Vincent... - Certo. Que tal isso, velho? - ele apontou para o buraco na parede, e assim que puxou o gatilho, levou um "coice" muito forte da arma. - Que droga de arma é essa?! E por que minha mão está dormente??? Isaac já não estava mais perto deles, mas sim ao fundo da sala. Dentro do buraco, havia uma pequena estaca de gelo cravada na pedra. - Sucesso, Senhores! A arma funciona perfeitamente! - Sucesso?! E o que me diz da minha mão? O tigre se aproximou dos dois lobos novamente - Ah, isso é apenas um efeito pela falta de costume, senhor. Se quizer, posso explicar melhor como funciona essa arma e o porquê dessa dormência. - Então pode começar a falar. - Esta arma é ativada a partir de energia. Como sua fonte primária não está mais disponível, eu fiz adaptações para que ela pudesse usar a sua energia, Senhor Vincent. - Você é doido? Como assim usar "minha" energia?? Isso não poderia ter me matado?! - Não senhor. Se um Kemo comum usar essa arma, nada acontece. Mas quando o senhor a segura, estas partes metálicas no [cabo] podem transferir a energia de seu corpo para dentro da arma, graças a um material especial que foi utilisado para confeccioná-las, e transformar essa energia num tiro poderoso. - E porque comigo é diferente? - Não sabemos, filho. Você não lembra de ter feito nada com a safira nos últimos dias? - Eu nunca venho aqui em baixo, velho. Mas pensando bem... A garota! Quando eu estava no hotel com aquela garota... - Vincent, poupe-nos desse tipo de assunto... - Me escute! Quando eu estava com ela, a última coisa que eu lembro foi de ter tomado um grande choque, mas nós estávamos no meio da sala, não tinha nenhum aparelho por perto... Isaac ficou calado tentando imaginar a cena, mas quanto mais pensava nisso, mais ele se alertava para esquecer. - Besteira, você deve ter batido com a cabeça e sonhou com isso... - B-bem, senhores, de acordo com os documentos encontrados, alguém que tenha energia extra armazenada no corpo pode fazer algo que chamam de "magia". C-como puderam ver, esta arma simplifica o processo da criação da magia, fazendo com que seu usuário apenas ceda a energia nescessária. - Certo, eu entendi, mas como eu vou saber que essa coisa não vai me drenar até a morte? - De... De acordo com os documentos, alguém esgotado físicamente não pode fazer magia. É-é como se fosse um tipo de auto-preservação natural. - E quando eu vou me acostumar com essa arma? - N-não posso dizer ao certo, senhor. T-talvez quando tiver m-mais energia... Ou se treinar por algum tempo com a arma... - Infelizmente ele não terá tempo para isso agora. Vincent, você deve aprontar-se para uma longa viagem. Você vai para Crefen, onde ficam nossos Sítios de Escavação. Talvez haja lá algo que possa ajudá-lo. - ... Certo, eu posso falar com o moleque a sós um pouco? - Tudo bem. Voltarei ao meu posto, pois a empresa está longe do meu controle a muito tempo já. - E Cornellius se retira da sala. - Certo, se eu farei o trabalho pesado, que ao menos seja com estilo. Você sabe alguma coisa de motos garoto? - Bem, eu sei alguma coisa sobre motores... - Deve ser o suficiente. Por enquanto, eu quero que você apenas mexa na aparência da minha moto para que fique no estilo dessas armas. - Ele devolve a pistola para o garoto, que a guarda na caixa imediatamente. - Depois de um tempo usando as pistolas, eu voltarei aqui se o resultado for bom... - Uh... Acho que entendi o que quer, senhor. - Garoto esperto. Meu velho disse que te daria umas férias se tivesse feito um bom trabalho com as pistolas. Eu acho que você conseguiu. - S-sério?? Fico muito feliz por quererem me presentear assim! - Presente? Isso provavelmente é para que você descanse, pois mais trabalho deve estar chegando por aí... De qualquer jeito, eu vou te dar um bônus se fizer esses favores pra mim. Isso sim é um presente. - M-muito obrigado, senhor! Eu vou trabalhar no design agora mesmo! - E Isaac saiu da sala onde estavam. Vincent deixa escapar um suspiro longo - Eu acho que as MINHAS férias acabaram... Mais tarde, Yanazake e Heides estavam tentando embarcar num navio para Crefen, apesar de estarem atrasados. - Anda logo! O barco já deve ter saído! - Quem mandou querer comprar sorvete de chocolate?? Parece que você não tem só altura de criança, não é, baixinho? - Cale a boca e corra! E se disser mais uma gracinha, vou fazer você comer esse malão! Não muito longe dali, um casal de leões os observavam de longe. Nas mãos da leoa estava flutuando uma cruz, envolta por uma aura azul-elétrica, apontando para o dragão e o ligre. - São esses dois que estão com a safira, Nerui? - Com certeza, mano. - E como vamos seguí-los? Não temos dinheiro para entrar naquele barco. - Quem disse que precisamos de dinheiro? Você ainda tem muito o que aprender, Shade... [Episode 8 - Treinamento final] Já na manhã seguinte, Yanazake foi acordado às pressas por seu tutor. - Ei, Bela Adormecida! Já é hora de despertar! O garoto olha em volta à procura de um relógio. - Que horas são?... - Estamos atrasados, já são sete e meia! - Está muito cedo... Me acorda depois das onze... - Tem mais alguém aqui querendo te dar bom dia. - Heides coloca na frente do rosto de Yan uma pequena esfera faíscante. - Você não sabe ter nem um pouco de respeito pelo descanso dos outros?... - Claro que sim, mas não quando esse kemo está sendo preguiçoso. - Certo, certo, já acordei... Após se aprontarem, o dragão fada levou o ligre até o salão de eventos do navio, onde serviriam o café da manhã. Eles foram os primeiros a chegar lá. - Muito bem, coma o que achar melhor, só não exagere, pois assim que acabarmos aqui voltaremos imediatamente para o quarto. - E vamos treinar lá dentro?? - Não seja idiota... Coma logo alguma coisa, pois é isso que eu vou fazer... Já não tenho uma boa refeição a algum tempo, graças a você. - O ligre tenta disfarçar o riso e o pouco de vergonha que sentiu ao ouvir aquilo. Enquanto isso, do outro lado do navio, os dois leões, Nerui e Shade, conversam sobre o dia anterior. - Mana, o que foi que você fez com aquele segurança? - Apenas [persuadi-lo]. Não foi difícil. - Aquilo não pareceu apenas [persuasão]. - Certo... Na verdade, foi um truque. Eu distorci um pouco a mente dele. Ele nem sabe que estamos aqui. E é por esse motivoque você terá que ficar junto de mim o máximo que puder. Terei que refazer isso toda vez que um guarda desconfiar de nós, e ainda não posso te ensinar como fazê-lo sem destruir o cérebro de alguém. Você é muito novo. - Besteira! Eu aprendo fácil! - Assim como no dia que tentei te ensinar a encantar um objeto? - O garotoficou calado. - Ótimo, então você vai me obedecer e me seguir de agora até o fimda viagem. - Tudo bem, eu entendi... Droga! Não muito tempo depois, os dois irmãos foram comer algo também, sempre prestando atenção aos movimentos de Yan e Heides - Que por sinal, já haviam voltado ao quarto deles. Lá, Heides pegou o malão, o posicionou verticalmente, e destrancou com o mini báculo novamente. - Aqui, eis a sala de treinamento. - Yanazake olhou lá dentro e viu uma passagem para o salão onde eles haviam arrumado todas as coisas do dragão. - Então... Essa é a nossa bagagem? Nunca vi uma mala com tanto espaço... - Sem brincadeiras! Entre logo! Já "dentro do malão", Heides passava algumas instruções para Yan. - Olhe bem em volta. Tem muitas coisas aqui, e durante o treino, você deve fazer o possível para não quebrar nada, entende? - Certo, "você quebra, você paga". - Isso mesmo. Agora, vamos ao primeiro passo. Você já sabe criar barreiras, certo? - ele criou uma pequena esfera púrpura, que flutuava ao seu lado. - É claro... Não lembra da fuga na Vargtech? - Claro, claro... Então me diga, como você se defenderia disto? - ele criou mais esferas, e parecia estar rodeado por um enxame de vagalumes roxos do tamanho de maçâs! - Você quer me matar?? - Apenas preste atenção... Você pode fazer uma barreira elemental, do mesmo jeito que faz uma esfera elemental. Tente fazer uma barreira de luz e parar todos os meus ataques. - O que?? - AGORA! Todas as esferas de energia foram lançadas na direção de Yan. Ele não conseguiu fazer uma barreira forte o suiciente, pois não pôde se concentrar para adicionar o elemento, o que resultou em dores fortes em vários pontos de seu corpo. - Maldito! Isso dói demais!! - Você deve se manter concentrado não importa a situação. Vamos, de pé! Refaça a barreira, pois agora testarei sua resistência. O ligre se levantou, e fez como Heides pediu. Ele pôde notar a barreira passar do branco fraco ao quase ofuscante. Mesmo assim, não se sentiu incomodado com a luz forte, na verdade, a sensação que ele teve foi apenas de que a sala se iluminou ao seu redor. Assim que a barreira ficou pronta, Heides preparou um ataque igual ao anterior, e atirou apenas uma esfera para chamar a atenção do garoto. Logo em seguida, ele desferiu vários ataques em Yanazake novamente, mas desta vez, o garoto conseguiu parar todos. - Muito bom! Mesmo machucado, você conseguiu manter a defesa contra meus ataques! - Ótimo, agora me dê um analgésico... - Tudo a seu tempo. - O dragão fada ergueu seu báculo em direção a uma caixa encostada na parede da sala. De dentro dela, ergueram-se algumas espadas, e em seguida todas menos uma voltaram para o lugar. Esta espada que continuou flutuando foi levada à Yan. - Vamos, pegue! - Essa espada... Ela parece um facão! Que feia! - ele a segurou e ficou analizando. - Ela é apenas simples, e vai nos servir muito bem agora. Saiba que do mesmo jeito que você pode atribuir elementos a esferas de energia e barreiras, você também pode [infundir] elementos em certos materiais. - Infun... - Isso quer dizer que você pode atribuir ou reduzir dano de um certo elemento sem usar magia, aplicando-o numa arma ou em algum pedaço de armadura. - Legal! Como eu faço isso? - o entusiasmo dele parecia levar qualquer dor embora... - Heh, apenas faça sua energia fluir para dentro da espada. Quando ela estiver carregada, aplique o elemento. É simples, e você também poderá fazer isso num instante depois de algum tempo. - É... Assim? - Ele mal terminou a frase e a lâmina da espada ficou em brasa, flamejando bem pouco. - AAH!!! - Ele soltou a espada imediatamente. - É, seu bobo... Ao contrário de uma esfera de energia, armamentos com magia infundida mantém seus efeitos por algum tempo, até que a energia acabe ou se dissipe totalmente. Você também pode... Bem... - O quê? - Quando usei aquele choque em você ao nos conhecermos, eu senti que você sugou um pouco da energia do ataque. Você pode tentar fazer isso com a espada também, e em seguida usar outro elemento completamente diferente. - E como eu faço isso? - Bem, não são todos que podem fazer isso. Em teoria, você deve apenas fazer o processo inverso ao de criar uma esfera de energia. Mas cuidado, energia demais num só corpo é perigoso. - Bem, não deve ter problema, já que a energia que está na espada é minha mesmo... - ele pegou a espada no chão, se concentrou um pouco para sentir a energia da lâmina, e não demorou muito a lâmina já havia voltado ao normal. - Nossa, então você realmente pode sugar energia! Isso sim é algo raro! Isto pode te ajudar em alguns momentos, mas agora voltemos ao treino com a espada. Tente agora um outro elemento. - Agora é fácil! Olhe isto! - a espada ficou rapidamente coberta por gelo, formando uma lâmina bem maior do que a original. - Belo trabalho! Você aprende rápido mesmo! Agora vamos passar à defesa elemental... - Nada disso, antes eu vou testar essa beleza! - ele corre na direção de Heides, que se assusta e corre do garoto. - Pare com isso moleque!! - Heides fica tentando acertar a espada com bolas de fogo para neutralizar a magia, mas sem conseguir mirar direito, ele fica fugindo por algum tempo... Após brincar um pouco de "gato e rato" com Heides, o treinamento prosseguiu sem mais problemas. Yanazake aprendeu um pouco sobre inscrições, modos de defesa, anulação de magia, e Heides até mesmo prendeu esferas de ferro em suas pernas e o mandou levitar segurando-as! A viagem de barco já dura dois dias, e o treinamento do menino ligre recebe uma pausa. Eles estão chegando a Crefen, e Heides resolveu deixar ele se divertir um pouco. - Como assim? Eu não tenho o que fazer aqui, não gosto do tipo de festa que eles dão a bordo... - Eu não tenho mais nada a ensinar para você. Agora eu apenas vou acompanhar-lhe por algum tempo, e daí em diante você segue sozinho. - Puxa, grande amigo você... - Você deveria saber que isso aconteceria desde o começo. Se quizer companhia, depois eu posso ajudar com isso. Agora você tem que se socializar um pouco, vá a aquela festa e divirta-se! Ah, e não se esqueça de colocar uma roupa adequada! - Como o quê? - Deve ter algo para você ali naquela mala verde escura. Ao examinar a mala, o garoto encontra todo tipo de roupa dentro dela, até mesmo algumas femininas. - Ei! O que significa isso? - Yan pega duas das peças femininas. - Antes mesmo de encontrar com você, eu escolhi algumas roupas que pudessem servir de disfarce. Você mesmo viu o quanto foi útil quando a "Luna" apareceu para nos ajudar. - Já disse que não faria aquilo novamente,não importa o que fizesse comigo! - Claro, claro... Pegue logo uma roupa e vá para a festa, tudo bem? E ele o fez. Ao entrar no salão de festas, uma música vibrante enchia o ambiente, o que não chamou muito sua atenção. Possivelmente não era o tipo de música que gostava. Elese dirigiu a uma mesa vaga e um garçom lince veio antendê-lo. - Em que posso servi-lo, senhor? - Eu... Ahn... - o garoto ligre se surpreende ao olhar para o garçom - Roxo... - O que disse senhor? - Seus olhos... - Ah, sim. Este é um traço comum na minha família. - É bem... Diferente. - ele continua fitando os olhos do lince. O garçom estava começando a acahr a situaçaõ um pouco desconfortável. - Então, posso indicar alguma bebida? - Ah! Não, não quero nada agora. - Muito bem, com liscença. Não muito longe dali, na cabine dos irmãos leões, Nerui se vestia para ir à festa também. - Tem certeza de que não quer vir comigo, Nevel? - Já disse que não, e já disse para me chamar de Shade... - Tudo bem, maninho, hehe. E então, como estou? Shade a examina por completo com o olhar, de onde está - Parecendo uma Idiota. - Considerando que é um comentário seu, eu não devo estar tão mal. Sorte minha ter encontrado este vestido no armário. - O que você está querendo fazer vestida assim? - Conhecer melhor nosso alvo, é claro. - Isso é burrice. Não é melhor continuarmos incógnitos para ele? - Pode ficar calmo, ele não é do tipo esperto... De volta ao salão de festas, Yanazake continuava sentado no mesmo lugar. Nerui não demorou muito a aparecer, e localisou o ligre facilmente. Ela se aproximou do garoto. - Boa noite. - Disse nerui, com um tom suave. - Claro, igualmente... - o ligre nem mesmo dirigiu o olhar a ela. - Poderia me dizer o que um garoto tão belo está fazendo sozinho numa mesa? Ele achou aquilo muito estranho.- Simplesmente não gosto deste tipo de festa. - Que pena... - A música fica mais lenta, num dueto de piano e saxofone. A leoa se aproxima mais de Yan e fala em seu ouvido "Você não gostaria de dançar comigo?". Isso o provoca bastante, e acaba se irritando um pouco, apesar de gostar. - Olha moça, em primeiro lugar, nenhuma garota se aproximou de mim sem ser por interesse ou amisade. E em segundo lugar... - Ele finalmente se virou e a viu. Uma bela e jovemleoa de cabelos negros com alguns detalhes em branco, trajando um longo e justo vestido que mostrava muito bem suas curvas. Yanazake ficou sem reação e terminou de falar com um tom bem mais fraco - ...eu não sei dançar... - Para tudo há uma primeira vez, vamos! - Ela o puxou pelo braço, e ele foi levado à pista de dança sem muita resistência. Ao encontrtarem um espaço, a leoa a posicionar corretamente suas mãos e o guiou para que não errasse os passos, mas seu corpo já se movia sozinho, e ele conseguiu acompanhá-la muito bem. - E-ei... Não tem problema eu ser mais baixo que você...? - O garoto se sentia acanhado demais sobre aquela situação. - Problema algum. Acho uma graça garotos mais baixos. - A jovem sorri enquanto olha para Yan, que fica mais e mais . Após alguns minutos, a música chega ao seu fim. Nerui acaricia o rosto de Yanazake e diz a ele que se talvez se encontrem novamente algum dia. Com isso, ela sai do salão, deixando o ligre parado por alguns instantes entre os casais. Uma outra música começa, fazendo Yanazake voltar a si e sair do caminho dos casais. Ao voltar para seu quarto, Nerui é recebida por seu irmão, que não está com um humor muito bom... - E então, como foi a festinha? - O garoto é mesmo uma graça. Uma pena termos que eliminá-lo. - Tch... Você é sempre muito estranha. - Não, você que ainda é muito criança. Vá dormir, pois amanhã chegamos ao porto. Enquanto isso, no Quarto de Yanazake e Heides... - Ei, que cara é essa, garoto? - Ah... Tinha uma leoa... Eu dancei com ela... - É isso aí, "ligrão"! Eu sabia que você ia se divertir! - O quê?? NÃO! Eu nemsei como aconteceu, ela só me pegou e... - Ah, claro, claro. Vá dormir. Chegaremos a Crefen pela manhã. - Tudo bem... Durante todo o tempo antes de adormecer, Yanazake não connseguia pensar em nada além da jovem leoa e quem ela seria. A partir dali, as últimas horas de viagem foram tranquilas, mas com certeza Crefen guarda muitas surpresas para o garoto. End of Chapter 1! 8D [continuar c/ heides] entender como a magia funcionava. - Preste muita atenção agora. Existem seis tipos primários de magia e quatro secundários. Todos os tipos são baseados em elementos da natureza. Para utilizá-los, você precisa ter convicção de que a energia tem o elemento que você quer. Está conseguindo me acompanhar? - Eu acho que sim... - Ótimo, então tente criar uma esfera flamejante. - Certo, vou tentar. Yan criou uma pequena esfera de energia e olhava para ela fixamente. Dizia para si mesmo "Tem uma bola de fogo na minha mão... Tem uma bola de fogo na minha mão..." - Pense em alguma coisa ligada ao fogo. Uma tocha, por exemplo. O garoto fechou os olhos por um instante e gritou "QUEIME!!". A esfera luminosa tornou-se uma bola flamejante muito maior, pairando sobre sua mão. - NOSSA!! - Foi bem rápido dessa vez... Bem, cotinuando... Você pode discipar uma esfera elemental do mesmo modo que uma não elemental. A esfera de fogo se desfez numa pequena explosão círcular. - Bem, de acordo com a MINHA experiência no assunto, os elementos primários devem ser fogo, água, terra, vento, trevas e luz, certo? - Quem está dando aulas aqui? Estou começando a estranhar que você esteja progredindo tão rápido. - Não esquenta, eu só imaginei que seriam esses os elementos. - Muito bem, senhor esperto. Diga-me quais são os elementos secundários, e as aplicações de todos os dez. O ligre ficou calado, meio sem jeito. - Os elementos secundários são fusões dos elementos primários, excluindo luz, trevas, e combinações entre elementos opostos. - Ah... Então... - Já estou perdendo a paciência. Você descobrirá os elementos facilemnte em sua jornada. - Chutou o balde... - AHEM! Você também descobrirá que tipo de coisa pode fazer com cada elemento. Agora você vai treinar o resto do dia e partirá amanhã. - Espera um minuto aí! - Não podemos perder tempo. Alguma pergunta final? - Sim, o que acontece se eu misturar luz ou tevas com outro elemento? - Você terá um elemento terciário, com características tóxicas ou de maldição para trevas e purificadoras ou de [cura] para luz. - Ah, tá... - Com sua liscença, prepararei seu equipamento. amanhã você terá um novo tutor. Arthemis deixou o jovem ligre treinando novamente. Dentro da mansão, numa sala escondida, ele juntou algumas armas e pedaços de armadura. Ao fim do segundo dia de treino, Yan havia descoberto até mesmo como flutuar a alguns centímetros do chão. Apesar de ter destruído metade do jardim, Ele realmente parecia saber oq ue fazer graças as várias histórias e jogos de RPG que conhecia. O dragão achava aquilo muito estranho e não entendia como ele avançava tão rápido Já era noite, e Arthemis mandou o ligre entrar na mansão. - Até que enfim! Espero que tenha um bom jantar, porquê eu estou faminto! - Claro, claro... Mas antes, eu armamento. Arthemis apontou os acessórios: Grevas, Manoplas, Caneleiras, Braceletes, um tipo de camiseta prateada, um peitoral de armadura e vários tipos de armas brancas. "Legal!" exclamou Yan ao se aproximar de uma espada de lâmina larga. Arthemis perguntou se ele sabia manejar alguma naquelas armas. - Eu já brinquei algumas vezes com espadas de brinquedo. Além do mais, é a arma mais indicada para iniciantes. Ela não é muito pesada, tem bom alcance, e não é nescessário treino para manejar, como um chicote, por exemplo. Ele tirou a espada da bainha e dei um Assobio com um tom decrescente enquanto examinava a lâmina. - Nunca ouvi tanta besteira junta... - Dá liscença? É a minha opinião! - Você quem sabe. Imagino que já tenha escolhido sua arma, então vá jantar e prepare-se para amanhã. - Ah, é! Quase esqueci a comida! O dragão-fada estava realmente começando a duvidar se aquele era o garoto certo. Na manhã do terceiro dia de treino, Yan já estava de pé, e bem animado; Estava começando a recuperar as energias bem rápido. Vestiu os pedaços de armadura, pegou a espada e foi esperar na sala depois de uma rápida passagem pela cozinha. Os países mais próximos da muralha fizeram várias análises, até mesmo do espaço, e trocaram informações entre si. Parece que chegarm à conclusão de que... Quem foi que escreveu essa piada?" - A própria apresentadora não acreditava no que estava lendo, parecia alguma brincadeira de mal gosto - "Esperem, temos imagens tiradas por um dos satélites." - No monitor atrás dela, foi mostrado a imagem do planeta, mas parecia que todos os continentes haviam sido circundados pela estranha muralha, e que do outro lado, nada podia ser visto, a não ser estrelas. Era como se o planeta tivesse sido REMODELADO; Ele lembrava uma grande fruta cortada ao meio. A apresentadora não aguentou - "Que tipo de brincadeira de mau gosto é essa??" há uma "torre" cravada num certo ponto da muralha [tipo ===o====] ela vai ser a passagem, revelar um labirinto dentro da muralha e também, a "cidade perdida".