Azure Lights - Prólogo - Versão 1.3 Eras atrás, os "Deuses" deste mundo criaram onze Guardiães para preservar todos os seres vivos e a ordem natural das coisas no lugar. Estes deuses deram aos Guardiães um presente: dez gemas que carregavam um poder infinito. Utilizando estas gemas, este mundo poderia viver com prosperidade. Cada guardião protegia uma parte do planeta, e eles eram adorados como deuses pelas comunidades que viviam em seus domínios. Em retorno, eles entregaram as gemas a esses pequenos grupos, para que pudessem usá-las como um meio de viver em paz com tudo e todos. Com o passar do tempo, a prosperidade da Humanidade fez com que ela evoluísse, se tornando mais inteligente, e assim, começando a descobrir coisas especiais... A "tecnologia" crescia rápido. A mente da humanidade estava ficando tão forte que seus Guardiães acabaram esquecidos, e as gemas começaram a ser usadas em experimentos. Várias armas de guerra foram criadas, vários tipos de máquinas foram produzidas, e... eles estavam perto de descobrir como "criar a Vida", como "brincar de Deuses". Os Guardiães, é claro, estavam furiosos com tudo que seus protegidos estavam fazendo... Assim que os experimentos foram bem sucedidos, os guardiães libertaram as criações dos humanos e as fizeram lutar contra seus criadores, iniciando uma guerra sangrenta, que poderia acabar para sempre com a humanidade. Ao fim de uma longa e feroz batalha, todos os humanos haviam sido destruídos, e suas "criações" passaram a ser a espécie dominante deste pequeno planeta. Dentre eles, porém, ainda haviam muitos que tinham pensamentos nocivos a sua própria espécie, parecidos com os dos humanos. Poderia uma nova batalha começar entre eles? Os guardiães fizeram uma escolha, a escolha de esconder estes lados um do outro, e então, a Barreira de Xepher foi criada. Um lugar repleto de magia, tão grande que podia dividir todo o planeta em dois. Ele foi encantado para não deixar que ninguém se aproximasse dela ou até mesmo a visse. Desse modo, ninguém poderia alcançar o outro lado... Com o passar do tempo, a muralha foi esquecida por todos, junto com as gemas, que foram escondidas pelos guardiães em lugares especiais, e com famílias selecionadas. Sem saber da existência destes artefatos míticos, a nova espécie desta terra viveu muito bem por milênios. Mesmo assim, ainda havia algo muito errado ali... Em uma grande sala, num local esquecido por todos, um grupo de dez indivíduos discute sobre algo. - Diga irmã, por que convocou essa reunião? - É verdade, já fazem milênios desde que nos deu um aviso, Aetas. Está acontecendo algo? - Não meus irmãos, mas logo acontecerá. Algo está perturbando a vida no mundo abaixo de nós. - Sim, eu também pude notar isto. - O que quer dizer com perturbando a vida? - As criaturas deste mundo que cuidamos estão sendo torturadas, algumas até mesmo deixam de ser mortais ou perdem suas mentes reais e se tansformam em monstros. - Ao menos não é como da última vez. A estupidez dos "cordeiros" me assusta... - Sim Ignis, mas eles já pagaram por esta estupidez uma vez. - Isso não vem ao caso, Uri. Sabe o que está acontecendo irmã? - Não exatamente. Ainda não pude ver o rosto de quem está por trás disto. - Ainda assim, não podemos perder tempo. - Está correto, Lafo. - Devemos intervir nós mesmos? - Ainda não. Isto pode causar problemas. Precisamos pensar em algo mais discreto. Três outras silhuetas entram na sala. - Desculpem o atraso, irmãos. - Sempre atrasada... - Alguém deve fazer a entrada triunfal, não? - ela deixa escapar um risinho sarcástico. - Não é a hora apropriada para brincadeiras, Soir. - Não precisa me dizer nada, Rimboe, estava à par da situação, mesmo não estando aqui. Uma pequena silhueta, que se revela um olho com asas de morcego, se aproxima. - Muito bem, então espero que tenha alguma idéia para dividir conosco, para compensar seu atraso... - Frida! - Tudo bem. Eu tenho mesmo uma idéia para nosso problema. - E qual é? Aetas sorri discretamente - É uma boa idéia, Soir. - Odeio quando ela faz isso... Soir ri alto - Bem, por que não explica a todos, Aetas? - Com prazer. A idéia de nossa irmã é a seguinte: Busquemos por "Jarros" no mundo abaixo de nós, para que eles possam investigar o que está acontecendo. - "Jarros" você disse?? - Achei que tivessem desaparecido! - É verdade! Todos haviam sido destruídos naquele último incidente. - Não, Aska, não é bem assim... - Você está certo. Ainda existem poucos que podem nos servir. - Na verdade, menos de vinte. - Mas que ótimo, Glanz!... Será como procurar um floco de neve negro no topo da montanha mais alta... - Eu já cuidei disso também. Desde o último incidente, na verdade... - Que fizestes, irmã? - Eu pude ver seus trabalhos... Espalhar novamente "aquilo" pelo mundo abaixo de nós, deixando cada um com um dos "Jarros" restantes. "Aquilo" foi passado de geração em geração até os dias de hoje. - Você pensa em tudo, não é, irmã? É quase como se soubesse que aconteceria antes mesmo de... - Está me acusando de algo, Jors? - Hah! Que isso! Ele apenas jogou na sua cara que você é mais do que suspeita!! - Parem com isso irmãos! Todos conhecemos as estranhas maneiras de nossa irmã, mas eu asseguro que ela é de confiança. - Depois não venha chorando quando for traído... - BASTA! Devemos executar o plano imediatamente, sem mais discussões! - Sim, irmão. Estes dois mandarão a menssagem para os "Jarros" por nós. - Ela coloca as mãos nos ombros dos dois pequenos que entraram com ela. - Eles sabem onde encontrar os "Jarros"? - Na verdade, Senhora, estivemos buscando nos últimos dias... - ... E já escolhemos o mais apropriado dentre os que encontramos. - Por que vocês estão sempre um passo à frente?? - Boa pergunta, Ignis... Glanz pigarreia alto e as duas sombras se calam. - Deveríamos ser gratos à nossa irmã... Mas diga-me, Soir, quando conheceremos este escolhido? - Obrigada, Orkan. Em breve, muito breve ele será apresentados... Um sorriso pode ser visto na escuridão, as três silhuetas que chegaram depois se retiram pela mesma porta por onde entraram.